Professores da rede estadual apresentam projetos premiados de robótica em evento de formação

A maioria tinha como foco a sustentabilidade ambiental, como projetos de irrigação de plantações, controle de áreas territoriais e animais e semeadura. Um deles foi o “Semear Inovação”, para dispersar sementes em áreas delimitadas ou de difícil acesso.
Publicação
Editoria

Confira o áudio desta notícia

Além de participarem das oficinas de robótica para desenvolvimento coletivo de protótipos durante evento de formação da Seed-PR (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte), parte dos professores também apresentou projetos vencedores do concurso de robótica do Agrinho, competição inédita lançada neste ano em parceria com o Sistema Faep/Senar-PR.

A maioria deles tinha como foco a sustentabilidade ambiental, como projetos de irrigação de plantações, controle de áreas territoriais e animais e semeadura. Um deles foi o “Semear Inovação”, para dispersar sementes em áreas delimitadas ou de difícil acesso. O projeto conquistou o primeiro lugar do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Pato Branco (Sudoeste). O trabalho resultou em um drone semeador feito por cinco estudantes da 1ª série do ensino médio do Colégio Estadual do Campo Cely Tereza Grezzana, de Chopinzinho (Sudoeste).

“A ideia partiu da diretoria da instituição e a partir disso, com os alunos, pensamos de que forma a gente poderia fazer utilizando o material da robótica. Primeiro, pesquisamos o sistema abre e fecha para as sementes caírem. Para isso, utilizamos uma impressora 3D do colégio, que a gente já tinha, para criar esse obturador”, conta a orientadora do projeto, professora Sirlei Rodrigues da Rosa.

Com a peça em mãos, o desafio foi desenvolver o acionamento do mecanismo e como acoplá-lo ao drone em si, único equipamento que não foi desenvolvido pelos estudantes.

“Todo o projeto foi pensado a partir do que a gente já tinha, desde o arduíno, os sensores de radiofrequência do kit de robótica para fazer o obturador abrir e fechar, até materiais recicláveis que iriam para o lixo, como a tampa transparente de plástico de uma caixa de bombons [que acoplou a peça sem gerar peso e atrapalhar o sensor da câmera do drone] e a tampa de um galão de sabão líquido [para armazenar as sementes]”, explica Sirlei.

Outro projeto que conquistou a primeira posição de seu núcleo foi o de “Melhoria dos cruzamentos ferroviários”, do NRE Maringá (Noroeste), feito pelos estudantes Juan Fogaça de Oliveira e Giovanna de Oliveira Assunção, ambos da 2ª série do Colégio Estadual José Luiz Gori, de Mandaguari.

“O projeto teve início quando um dos nossos alunos, Juan, percebeu que a cidade está dividida por linha férrea, que cresceu muito em um dos lados e hoje o trem é que separa a cidade”, diz o professor Marcio Alves Pereira. “Como no bairro onde ele mora tem muito acidente e ele acabou perdendo um vizinho recentemente, teve a ideia de desenvolver esse projeto para diminuir o número de acidentes em determinados bairros”.

Na prática, em uma maquete os estudantes desenvolveram cancelas eletrônicas (semelhantes às de pedágio) que fecham com a aproximação do trem utilizando um sensor, alertando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

CLEBINHO – Mesmo sem ter sido contemplado no programa de robótica deste ano, o Colégio Estadual do Campo Cerrado das Cinzas, de Arapoti (Campos Gerais), também trabalhou a robótica e teve seu empenho reconhecido. O projeto “Clebinho, o robô do Cerrado”, robô arduino que identifica linhas e cores para se locomover, participou da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, que aconteceu em setembro, em Curitiba.

Isso aconteceu graças ao apoio da direção do colégio e da Coordenação Regional de Tecnologia Educacional do NRE Wenceslau Braz (Norte Pioneiro) à professora Franciele Pastori, que conseguiu montar kits de robótica e desde março dá aulas no contraturno para cinco estudantes.

“O potencial da robótica é transformar as aulas passivas em aulas ativas. A ideia de equipe potencializa a aprendizagem colaborativa e o engajamento deles no protagonismo, porque começam a ter que andar com as próprias pernas. Agora, eles participam mais, mais empolgados e principalmente aprendem com significado”, afirma a professora, que também utiliza os materiais didáticos do programa Robótica Paraná para ministrar suas aulas.

Veja os vídeos da professora Franciele e dos estudantes falando mais sobre a ensino da robótica e o “Clebinho” AQUI e AQUI.

GALERIA DE IMAGENS