Megaoperação contra desmatamento acaba com ação ilegal em General Carneiro

A ação foi resultado da atuação da equipe de geoprocessamento e policiais militares ambientais que, a partir de solicitação da 6ª Promotoria da Justiça de União da Vitória, fizeram um levantamento por imagens de satélite e drones na área, que desencadeou o pedido de busca e apreensão no assentamento Vitória do Contestado.
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O Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde (BPAmb-FV) desencadeou nesta semana uma megaoperação na zona rural do município de General Carneiro, no Sul do Estado, com o objetivo de coibir a prática do desmatamento ilegal na região. Duas pessoas foram presas.

A ação foi resultado da atuação da equipe de geoprocessamento e policiais militares ambientais que, a partir de solicitação da 6ª Promotoria da Justiça de União da Vitória, fizeram um levantamento por imagens de satélite e drones na área, que desencadeou o pedido de busca e apreensão no assentamento Vitória do Contestado.

O Instituto Água e Terra (IAT), órgão responsável pela fiscalização ambiental em todo o Paraná, deu suporte à operação integrada, que reforça a atuação do Paraná em defesa do meio ambiente.

O terreno contava com um maciço vegetal representativo do Bioma Mata Atlântica, com presença de espécies nativas em extinção, como Araucárias e Imbuias, mas acabou sendo alvo da retirada massiva de madeira para comércio ilegal e escoada em caminhões para região, além da prática de caça predatória.

As equipes policiais prenderam duas pessoas. Também foram apreendidas oito armas de fogo, 25 munições e sete motosserras. Além disso, os policiais encontraram morto um Tatu-mulita, espécie ameaçada de extinção. 

A ação resultou ainda em mais de R$ 35 mil em multas e constatação de 48,99 hectares de desmate.

Além da participação de militares da Força Verde, a operação contou com apoio do 26° Batalhão de Polícia Militar (BPM), 27° BPM, 8º Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), Choque 1°e 16° BPM, além do IAT, Ibama e Polícia Civil de União da Vitória.

Os responsáveis presos foram multados e serão indiciados pelos crimes ambientais, além de serem obrigados a reparar os danos cometidos.

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