Dezembro é marcado por poucas chuvas na parte Oeste; Curitiba fica perto da média histórica

03/01/2022
Choveu pouco no Paraná em dezembro. A notícia, recorrente durante os dois últimos anos, reforça a necessidade do uso racional da água. O Estado está em situação de emergência hídrica desde maio de 2020. Um levantamento realizado pelo Simepar mostra que a chuva acumulada no mês passado em 12 cidades de diferentes regiões foi de 941,2 milímetros, quanto uma expectativa de 2.029 milímetros. O monitoramento foi feito em Antonina, Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Francisco Beltrão, Paranavaí, Umuarama, Cornélio Procópio, Cascavel e Foz do Iguaçu. Ao longo do ano passado, o Paraná superou a média histórica estipulada somente em janeiro e outubro. O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, afirmou que é preciso o apoio da população para que a água potável seja consumida com prioridade para alimentação e higiene pessoal. A estiagem em dezembro castigou mais os municípios localizados na parte Oeste do Paraná. Umuarama, por exemplo, registrou precipitação acumulada de apenas 1 milímetro ao longo dos 31 dias do mês de dezembro. A chuva foi um pouco mais generosa na região Leste. Apenas Antonina, no Litoral, conseguiu superar a expectativa, com acumulado de 311,4 milímetros, 14% acima da média. Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o Oeste foi mais castigado por depender da umidade amazônica, das regiões tropicais mais ao Norte do País. O fluxo foi prejudicado por alguns motivos, como o desmatamento da Amazônia, o que muda o clima e atrapalha a chegada das frentes ao Paraná.// SONORA REINALDO KNEIB.//

A localização geográfica beneficiou Curitiba. A Capital ficou bem perto da média histórica, com precipitação acumulada de 120 milímetros, 7 milímetros a menos do que a média, ajudando a aumentar os níveis das barragens que abastecem a população da Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a Sanepar, o atual índice das barragens é de 67,82%. Ainda assim, a cidade segue com restrições no abastecimento. Em outras regiões do Estado, o rodízio está implantado em Nova Laranjeiras, Dois Vizinhos, Pranchita e Santo Antônio do Sudoeste, devido à baixa vazão de rios e poços. A expectativa para janeiro é de que as chuvas fiquem dentro da média prevista para o período, condição que deve prevalecer ao longo da primeira quinzena do mês, sem apresentar, contudo, perspectiva de eventos mais severos. (Repórter: Felippe Salles)