Em um ano, Balé Guaíra atrai público de 30 mil pessoas

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Balé Teatro Guaíra, preparativos para a temporada de O Lagos dos Cisnes, em dezembro de 2018, no Guairão  - Curitiba, 18/10/2018  -  Foto: Jaelson Lucas/ANPr
© Jaelson Lucas

O Balé Teatro Guaíra (BTG) voltou aos palcos há um ano com nova formação e tem apresentado espetáculos de qualidade que atraíram um público de mais de 30 mil pessoas. Entre as peças estão Carmen, Charme, O Lago dos Cisnes e a Mostra Curta BTG-Guairão do Avesso. Após concursos, novos bailarinos foram contratados pelo Palco Paraná, o que possibilitou a continuidade do grupo dentro dos trâmites legais e a manutenção de um dos patrimônios culturais do Estado.

“Essas conquistas só foram possíveis devido ao esforço do Governo do Paraná em manter uma das mais importantes companhias oficiais de dança do país. O BTG é do povo paranaense, é um instrumento de inclusão social e de acesso à arte”, diz a diretora do Balé, Cintia Napole.

Ela explica que uma das missões do BTG é promover grandes espetáculos com preços populares, e também gratuitos, para que toda a população paranaense tenha contato com a arte e a cultura. “A arte atua como um instrumento de educação, inclusão e sensibilização. A sociedade que tem acesso à arte traz uma dose a mais de humanidade, criatividade e senso crítico”.

Cintia acrescenta que a contratação dos bailarinos pelo Palco Paraná foi essencial para garantir que o Balé Teatro Guaíra continuasse sua trajetória, que completa 50 anos em 2019. Durante seu percurso o BTG já apresentou cerca de 140 coreografias.

VALORIZAÇÃO DA CULTURA – Atualmente, o BTG conta com 23 bailarinos que trabalham em regime celetista. Para Cintia Napole, essa valorização dos profissionais reflete diretamente na qualidade do trabalho apresentado pelo grupo. “Os bailarinos trabalham com muita paixão, é importante terem seus direitos previstos em lei, como qualquer outro profissional. Isso estimula o artista a acreditar na profissão”, diz.

Um dos bailarinos do BTG contratado há um ano é o Vitor Rosa, 22 anos, de Jaraguá do Sul (SC). Ele dança desde os 12 anos e se formou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que funciona desde 2000 em Joinville (SC), a única filial do famoso Teatro Bolshoi, da Rússia. Para ele, estar em uma companhia como o BTG é gratificante e fundamental para seu crescimento como artista.

“Temos todos os direitos previstos em lei e isso é uma grande conquista, nos dá segurança para trabalhar com a intensidade que a companhia precisa e para evoluir artisticamente. Estar em uma companhia como o BTG, com essa qualidade técnica, é um estímulo para acreditar ainda mais nessa profissão”, diz o bailarino.

Paula Souza, 30 anos, é de Três Pontes (MG) e começou a dançar aos 9 anos. Também se formou na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e se graduou em dança fora do país. Essa é primeira grande companhia de dança em trabalha e essa experiência, segundo ela, é enriquecedora.

“Estar em uma companhia como essa, com todo o suporte, com salário e estabilidade, para mim é gratificante. Eu me sinto privilegiada, principalmente, diante do cenário cultural do país, com tantos bons artistas desempregados. Estou feliz por fazer o que eu amo e poder expressar o que eu sinto para o mundo através da dança”, completa.

DEDICAÇÃO MÁXIMA – Quem assiste aos espetáculos não imagina como é a rotina dos bailarinos. Os profissionais ensaiam cerca de seis horas por dia, no mínimo, às vezes também aos sábados e domingos. Eles são acompanhados por professores de balé e ensaiadores. “Temos que nos dedicar totalmente, até mesmo fora do teatro, com aulas de musculação, pilates, yoga, tudo para manter o bom condicionamento que exige o balé. O trabalho na companhia é coletivo e intenso e precisa da entrega de todos”, destaca Vitor.

Além do professor que aprimora a técnica, um dos ensaiadores do BTG, Airton Rodrigues, é responsável por manter a obra o mais fiel possível depois que ela foi criada pelo correógrafo. Ele está presente em todos os ensaios, observando e anotando os movimentos. “O ensaiador precisa estar com o olhar aberto para as questões técnicas, artísticas, toda a combinação do que entra e saí em cena e como os bailarinos lidam com isso. Potencializar o que cada artista tem de melhor em cada cena, em cada momento”, diz Rodrigues.

Além de coreógrafos e ensaiadores, a montagem de um grande espetáculo exige uma equipe de porte que inclui figurinista, profissionais do setor de costura e de cenário, além da parte de direção de palco, que conta com sonoplasta, cenotécnicos, iluminador e contrarregra, entre outras funções.

LAGO DO CISNES – Na montagem do Lago dos Cisnes, obra do compositor russo Tchaikovsky, encenada pelo Balé Teatro Guaíra em junho deste ano, foram necessários cinco meses de preparação – cerca de 600 horas de trabalho. Inspirada nos folclores russo e germânico, a montagem conta, com linguagem contemporânea, a história de amor entre o príncipe Siegfried e a princesa Odette, transformada em cisne por um bruxo.

A coreografia feita por Luiz Fernando Bongiovanni trouxe um dos grandes clássicos do balé com uma visão moderna. A montagem foi vista por mais de 13 mil pessoas no Guairão, com sessões extras que não aconteciam há 20 anos, desde a época do Grande Circo Místico. “A linguagem usada por Bongiovani aproxima o público e não dispensa os códigos tradicionais, mas traz com ela o humano, a alma dentro do corpo do bailarino. Foi um trabalho intenso feito com muito amor”, conta a diretora do balé, Cintia Napole.

Para o bailarino Rodrigo Leopoldo, 23 anos, que faz o papel do príncipe Siegfried, foi difícil e intenso todo o período de construção do balé, mas o resultado foi gratificante. “Foi intenso e cansativo, principalmente porque o príncipe nunca sai do palco, isso exigiu muito fisicamente. Para mim foi uma honra dançar o Lago de uma forma totalmente diferente, com essa roupagem contemporânea. Nossa dedicação valeu a pena, as apresentações foram um sucesso”, disse.

De acordo com Glória Candemil, 24 anos, bailarina que encena dois papéis, Odette e Odile, a expectativa é de uma apresentação leve e mais solta, já que agora a técnica está assimilada e já passou a tensão da estreia. “Antes nos preocupávamos um pouco mais com a técnica, agora ela já está no corpo, então a arte vem mais à tona, fica mais fácil passar a mensagem que a gente quer e se conectar com a plateia”, disse Glória.

Acesse ao vídeo sobre o BTG, seus profissionais e bastidores.

DE VOLTA AO PALCO - O Lago dos Cisnes retoma a temporada em dezembro no Guairão. As apresentações acontecem em 7, 8 e 9 de dezembro, com a Orquestra Sinfônica do Paraná. Mais informações no site http://www.teatroguaira.pr.gov.br/ .

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