Emater alerta sojicultor para não antecipar compra de fungicida

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Técnicos do Instituto Emater alertam os produtores de soja para não antecipar a compra de fungicidas, mesmo que a previsão de chuva, nas próximas duas estações, seja normal e até acima da média. Essa condição pode provocar a ocorrência de ferrugem asiática, devido à combinação de umidade e alta temperatura. A orientação dos extensionistas é que os fungicidas sejam adquiridos somente se a doença ocorrer na lavoura.
Foto: Jonas Oliveira / ANPr
Técnicos do Instituto Emater alertam os produtores de soja para não antecipar a compra de fungicidas, mesmo que a previsão de chuva, nas próximas duas estações, seja normal e até acima da média. Essa condição pode provocar a ocorrência de ferrugem asiática, devido à combinação de umidade e alta temperatura. A orientação dos extensionistas é que os fungicidas sejam adquiridos somente se a doença ocorrer na lavoura.
Fazer a aquisição antecipada do insumo pode ser desnecessário e acarretar, além da elevação dos custos de produção - cerca de R$74 por hectare para cada aplicação - mais uma agressão ao meio ambiente e aumento de risco à saúde dos agricultores, alertam os técnicos da Emater.
Pedro Cecere Filho, extensionista da Emater de Itambé e integrante do projeto Grãos, lembra que na safra passada o fungo da ferrugem sequer apareceu na região onde trabalha. “Mesmo assim, os agricultores fizeram, em média, duas aplicações para o controle da doença, já que haviam comprado o fungicida. Além do desperdício, aumentou a poluição do meio ambiente, prejudicando a qualidade de vida das pessoas”, disse.
MONITORAMENTO - Segundo o técnico, a partir da confirmação da entrada do fenômeno “El Niño” pelos serviços meteorológicos, as chuvas devem mesmo ficar acima da média na região. Mas a aplicação de fungicida vai depender de determinadas condições. ”Para o controle da ferrugem recomendamos um monitoramento adequado da plantação, através da observação do clima e da presença do fungo que causa a doença”, afirma.
Em parceria com outras instituições, o serviço de Extensão Rural instalou no Estado alguns equipamentos de coleta dos esporos que chegam com as frentes frias e atacam a soja, informa Pedro Cecere. Os coletores são capazes de captar a presença desses esporos antes de eles atacarem as lavouras.
O monitoramento indica se há, realmente, possibilidade da doença ocorrer e qual a necessidade de aplicar o fungicida. Na maioria das vezes, os produtores controlam a ferrugem sem a presença da doença, somente porque já adquiriram o insumo”, conta o extensionista.
O ideal, segundo ele, é que o agricultor não compre o fungicida com antecedência e que monitore a lavoura junto com a assistência técnica. Quando a doença chegar, a aplicação deve ser feita no momento certo, com um produto recomendado pelo técnico responsável, explica.
Outro alerta que o técnico faz é quanto à forma de aplicação. Segundo ele, a ferrugem inicialmente ataca as folhas da parte inferior do pé de soja, o que exige equipamentos bem regulados e adequados para a aplicação. E a aplicação deve ser feita num horário sem vento e com a pressão da bomba regulada. “Se o fungicida não chegar nas folhas de baixo da soja, o produtor não faz o controle da doença, apesar de ter aplicado o fungicida”, explica Cecere.
CONTROLE BIOLÓGICO - Os técnicos do Instituto Emater estão divulgando a prática do monitoramento dos cultivos de soja em todas as regiões produtoras do Estado. É uma forma de incentivar o uso racional dos insumos agrícolas. Os extensionistas estão programando também a divulgação do método de controle biológico da lagarta da soja e da lagarta falsa medideira.
Para isso, está sendo planejada a soltura de uma vespinha que parasita os ovos das lagartas em algumas áreas produtoras, para demonstração. A operação deve ocorrer em novembro, dezembro e janeiro e aponta para uma agricultura mais sustentável, com menor uso de insumos químicos nas lavouras.

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