Mulheres apresentam projetos e ideias no evento online Paraná Faz Ciência

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Mulheres cientistas são destaque no segundo dia do Paraná Faz Ciência. Foto: UEM
© UEM

As mulheres foram destaque no Paraná Faz Ciência, o braço paranaense das comemorações do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações, nesta terça-feira (5). O evento debateu a atuação das mulheres na ciência e na extensão em painéis com participação e mediação de professoras universitárias. O encontro também abordou o tema Ciência na Escola. 

O Paraná faz Ciência é uma iniciativa idealizada pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e tem a parceria com a Universidade Virtual do Paraná (UVPR) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), com o apoio da Fundação Araucária e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As atividades acontecem até sexta-feira (8).

Neste ano o tema central é “A transversalidade da Ciência, Tecnologia e Inovações para o planeta”. O objetivo é aproximar a população, principalmente os jovens, de conteúdos relacionados ao desenvolvimento científico e tecnológico e suas aplicações.

A professora da UEM Linnyer Beatrys Ruiz Aylon mediou o Painel 3, intitulado “Mulheres cientistas, a diversidade em ação”, com a participação da professora Sheilla Patrícia Dias de Souza, também da UEM, e da egressa da universidade Géssica Nunes, entre outras mulheres de destaque de outras instituições.

A professora Sheilla apresentou sua ação junto à Associação Indigenista de Maringá (Assindi), que tem diferentes projetos de extensão com a UEM. “A existência destes projetos de extensão cria um ambiente propício a se conhecer de maneira mais profunda rastros da nossa ancestralidade, dos nossos antepassados indígenas, tão importantes para nossa história atual”, disse.

Outra representante da luta dos indígenas, Géssica Nunes contou a trajetória que a levou a transformar seus anos dentro da universidade em bandeira de luta pela identidade indígena.

“Passei a defender minha experiência, a indígena que eu sou. Cobrar que o meu saber e minha forma de ver o mundo fossem respeitados. Percebi que o ensino superior é uma ferramenta de luta. O espaço universitário é lugar de poder, onde se produz conhecimento. E da dor de não ter identidade ali, passei a buscar respostas, mobilizar as pessoas por mudanças”, disse.

CIÊNCIA NA ESCOLA – O evento também tratou, no Painel 4, do tema Ciência na Escola, discutindo como que a ciência produzida nas universidades e centros de pesquisas é usada para construção do saber nos espaços escolares, com a extensão, projetos inovadores e popularização do conhecimento científico.

A professora da UEM Evanilde Benedito, que atua como pesquisadora no Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia), apresentou a trajetória do projeto de extensão SOS riachos.

“O objetivo geral do projeto foi sensibilizar a população, principalmente os estudantes do ensino fundamental, sobre a necessidade e urgência da conservação dos riachos urbanos e fundos de vale, visando uma melhor qualidade de vida e saúde integral. Com auxílio dos estudantes e da comunidade, o Projeto SOS Riachos buscou uma interação com a população da região”, explicou a professora.

Sandra Mara de Alencar Schiavi, também da UEM, abordou o tema “Contribuições da Ciência para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”. Atual pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da UEM, ela apresentou as ações que a universidade tem realizado para contribuir com os ODS.

“Percebemos que muitos professores não conhecem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030. Precisamos nos engajar mais no envolvimento desses professores e alunos neste tema”, disse.

Thaís Sanches, professora de Ciências e Biologia da Educação Básica, narrou como é ser professora e pesquisadora nas redes sociais. Desde de 2019, Thaís vem criando conteúdo no Instagram, ensinado para seus alunos e para outros professores como levar ciência para a sala de aula de forma divertida. “A ideia é compartilhar para que outros também consigam reproduzir. É importante sempre compartilhar o conhecimento”, afirmou.

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