Pacto pela Inovação quer ampliar, unificar e difundir tecnologia pelo Paraná

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Entrevista com Marcelo Rangel, superintendente geral de inovação do Paraná    21/09/2021 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN
© Geraldo Bubniak/AEN

O Paraná estabeleceu uma nova estratégia para ampliar e unificar o ecossistema de inovação, além de difundir de maneira mais harmônica a tecnologia pelo Estado. Para isso, a Superintendência Geral de Inovação (SGI), órgão vinculado à Casa Civil, lançou o Pacto pela Inovação. O projeto está percorrendo diferentes regiões para divulgar ações, ligar soluções a demandas e amplificar o ambiente de negócios, fazendo com que o Poder Público possa se abrir a iniciativas inovadoras.

A “caravana da tecnologia” já passou por Curitiba, Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. Maringá vai receber o evento em outubro. Na sequência, há agendas previstas para Campo Mourão, Arapongas, Apucarana, Pato Branco e Francisco Beltrão.

O Estado tem mais de mil startups e quase 5 mil empresas trabalhando com inovação, além de sete universidades estaduais e uma federal alimentando diariamente as cidades e pequenos negócios com inovação. Também tem financiado redes de pesquisa temáticas e a integração entre todos os setores com apoio da Fundação Araucária e do Tecpar. É o segundo estado em cidades inteligentes, em um mercado que movimenta bilhões todos os anos.

“No Pacto, convidamos as universidades, indústria, comércio, governo e Sebrae e dedicamos um dia inteiro para conversas e apresentações. O foco é sempre fazer a tecnologia avançar e chegar a todos, ampliando esse ecossistema. O Paraná tem uma grande rede de inovação, que agora vamos tornar mais ampla, ligando as soluções pensadas por startups a necessidades da população”, destacou o superintendente-geral de Inovação do Estado, Marcelo Rangel.

Uma das ideias é abrir os projetos ao poder público, nas esferas estadual e municipal, amparada na Lei da Inovação, que será regulamentada. A lei também torna possível o apoio aos ambientes de inovação, como os Núcleos de Inovação Tecnológica das universidades, incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos em todas as regiões do Estado.

Segundo Rangel, essas novas estratégias são fundamentais para os desafios do futuro. “As prefeituras também querem implantar leis que abrem o poder público à tecnologia, funcionando como um grande laboratório de testes. É a era da hiperconectividade. Temos que usar essas ferramentas para melhorar os serviços e as políticas públicas”, disse.

O superintendente citou como exemplo a criação do bairro inteligente de Foz do Iguaçu, na Região Oeste, o primeiro do País. No Vila A, são demonstradas e testadas soluções e intervenções tecnológicas, monitoradas por meio de aplicativos customizados que permitem, inclusive, comunicação direta com os moradores.

O projeto faz parte de um convênio entre Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Itaipu Binacional e Prefeitura de Foz do Iguaçu.

Entre as iniciativas, já começaram a funcionar na região os primeiros semáforos inteligentes, além de câmeras de reconhecimento facial e iluminação pública inteligente – com telegestão e regulação da intensidade de brilho. Algumas das luminárias inteligentes têm, inclusive, câmeras de reconhecimento facial.

“É um exemplo fantástico do que pode ser feito a partir do Pacto pela Inovação. Se qualquer tipo de proposta der certo ali, poderá ser difundida para o mundo todo. E a empresa vai crescer, gerar mais impostos, empregos e desenvolvimento. É isso que queremos ver espalhado por todo o Paraná”, comentou Rangel.

MODERNIZAÇÃO – Essa aproximação entre a inovação e a gestão pública usa o conceito de sandbox (caixa de areia), um ambiente específico para testes de tecnologias inovadoras, que também deve virar lei estadual.

Após um período de execução, os resultados e riscos são avaliados. No Paraná, a expectativa é que a Lei da Inovação seja regulamentada pelo Estado nesse semestre, estabelecendo uma metodoloia para pavimentar essa relação entre o público e o privado. O projeto de lei específico sobre o sandbox também deve avançar até o fim do ano.

“A partir daí o Estado estará completamente aberto para esses testes, ampliando a atuação das startups e das soluções tecnológicas. A medida atende completamente uma das diretrizes da administração do governador Carlos Massa Ratinho Junior: fazer do Paraná o Estado mais moderno e inovador do País”, disse Rangel.

Esse sandbox regulatório vai desburocratizar a legislação e fomentar a parceria entre Estado e empresas de tecnologia, criando um ambiente de inovação. Permite, por exemplo, que essas empresas ofereçam seus serviços sem parte das atuais restrições e por períodos limitados, novos produtos e serviços poderão ser experimentados pelo poder público para avaliar o impacto sobre os usuários.

Esse "teste" poderá ocorrer antes que as empresas tirem todas as licenças e alvarás exigidos pela legislação e os serviços e produtos que tiverem resultado positivo para o Estado poderão sofrer adequações e, então, serem implementados de forma definitiva em prol do cidadão.

"Um exemplo é uma empresa que quer testar em um número x de linhas de ônibus o pagamento da passagem por meio de reconhecimento facial e adequar a tecnologia para que seja efetivada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). É uma forma de abrir a gestão pública e encontrar novas formas de lidar com os dilemas do cotidiano", arrematou Rangel. "Ao fomentar essa nova expansão da inovação, o Paraná também vai se consolidar como exportador de tecnologia".

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