UEL divulga vencedores do concurso de mel produzido a partir de abelhas sem ferrão

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A Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgou os vencedores do I Concurso Paranaense de Qualidade em Méis de Abelhas sem Ferrão, conhecidas como abelhas indígenas, nativas ou meliponíneos.  -  Foto: UEL
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A Universidade Estadual de Londrina (UEL) divulgou os vencedores do 1º Concurso Paranaense de Qualidade em Méis de Abelhas sem Ferrão, conhecidas como abelhas indígenas, nativas ou meliponíneos. A iniciativa tem como objetivo promover a visibilidade do mel de abelha sem ferrão produzido no Paraná e destacar a qualidade microbiológica, físico-química e sensorial desse produto.

Ao todo, 22 produtores rurais dessa espécie de abelha, também chamados de meliponicultores, oriundos de todas as regiões do Estado, participaram da ação com uma amostra de mel cada. Os apicultores foram avaliados por uma comissão julgadora, composta por chefes de cozinha, conhecedores das características e qualidades dos vários tipos de mel.

Com amostra do mel da Abelha Mandaçaia, o apicultor Miguel Gomes Celestino, de Patrimônio Colônia Coroados, comunidade rural de Londrina, no Norte do Paraná, foi contemplado com a primeira colocação.

Com amostras de mel da Abelha Tubuna, a produtora Célia Regina Alberti Dresch, da Colônia Rio Grande, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ficou em segundo. E da localidade de Lerroville, em Londrina, o meliponicultor Antônio Carlos Stutz ficou na terceira posição, com o mel da Abelha Jataí.

O campeão Miguel disse que se sente motivado a continuar a produção do mel da abelha sem ferrão, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do ecossistema. “O brasileiro está começando a perceber a importância do mel para a saúde. Como resultado, a procura pelos méis vem aumentando”, destaca o produtor, alertando que o combate aos agrotóxicos e ao desmatamento ambiental são os principais desafios para a produção.

CONCURSO  A coordenadora do concurso, professora Wilma Aparecida Spinosa, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UEL, explica que a instituição de ensino superior vem desenvolvendo uma série de projetos de extensão e pesquisa relacionados a esse produto agrícola.

“Estudamos as características do mel e os componentes importantes para a saúde humana, proporcionando suporte técnico e transferência de conhecimento. Além de contribuir para a organização da cadeia produtiva, conseguimos agregar renda aos pequenos e médios produtores”, diz.

Doutora em Ciência de Alimentos, a docente ressalta que as iniciativas acadêmicas e científicas envolvem estudantes de graduação e pós-graduação, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Universidade Sem Fronteiras (USF), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), entre outros parceiros.

Atualmente, o Estado do Paraná dispõe de cerca de 20 mil colmeias de abelhas sem ferrão e de aproximadamente 2.200 meliponários (coleção de colmeias dessa espécie).

Segundo Marcos Aparecido Gonçalves, coordenador da Câmara Técnica Setorial de Meliponicultura do Paraná (CT Abelhas Nativas), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no âmbito do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Cedraf), esses números são uma referência para o dimensionamento de ações em prol da meliponicultura em todo o território estadual.

“Além da grande capacidade de flora, temos um potencial de expansão, principalmente nas regiões central e litorânea do Estado, tanto para a apicultura tradicional quanto para a meliponicultura, com possibilidade de diversificação das atividades entre os pequenos agricultores”, salienta Marcos, que também atua como técnico na fiscalização e apoio à produção orgânica, pela Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná (SFA/PR), órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento.

Estar cadastrado na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) foi um dos requisitos para participar do concurso. Todos os méis avaliados pela comissão julgadora receberam laudo de qualidade com os resultados das análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Já os três meliponicultores vencedores também receberam certificados emitidos pela UEL.

CAPACITAÇÃO – A UEL promove anualmente o Seminário Paranaense de Meliponicultura, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Alimentação, do Centro de Ciências Agrárias da UEL, da CT Abelhas Nativas e da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep). Neste ano, o seminário chega à 15ª edição, ocasião em que será lançado o II Concurso Paranaense de Qualidade em Méis de Abelhas-sem-ferrão. A data será divulgada posteriormente.

SETOR O Paraná foi um dos primeiros estados a implementar legislação especifica para a inspeção do mel de abelhas sem ferrão: a Portaria n.º 63/2017, da Adapar, que estabelece Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Mel de Abelhas sem Ferrão); e a Lei Estadual n.º 19.152/2017, que dispõe sobre criação, manejo, comércio e transporte de abelhas sociais nativas.

As medidas legislativas permitem aos apicultores paranaenses a formalização e regularização de suas atividades rurais, na área da meliponicultura.

Complementando a atuação governamental nesse segmento produtivo, a CT Abelhas Nativas reúne meliponicultores, técnicos e pesquisadores. O intuito é sensibilizar a sociedade para a preservação das abelhas sem ferrão, possibilitando o intercâmbio e a difusão de tecnologias, contribuindo ainda para a definição de políticas públicas para o setor.

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