GT Ferrovias apresenta Nova Ferroeste para representantes do Consulado Chinês

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Integrantes do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário detalharam nesta sexta-feira (11) o projeto de execução da Nova Ferroeste a representantes do Consulado da China em São Paulo. Participaram do encontro virtual a cônsul no estado, Chen Peijie, e o conselheiro comercial He Jim.  -  Curitiba, 11/06/2021  -  Foto: José Fernando Ogura/AEN
© Jose Fernando Ogura

Integrantes do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário detalharam nesta sexta-feira (11) o projeto de execução da Nova Ferroeste a representantes do Consulado da China em São Paulo. Participaram do encontro virtual a cônsul no estado, Chen Peijie, e o conselheiro comercial He Jim.

Durante duas horas foram apresentados dados sobre aumento de produtividade de grãos e proteína animal nos estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná e a necessidade de ampliar a malha ferroviária para melhorar o escoamento da produção agrícola e dos contêineres refrigerados, principalmente para o Porto de Paranaguá.

Para o coordenador do GT Ferrovias, Luiz Henrique Fagundes, a China é um parceiro em potencial desse projeto. “A China tem se mostrado um player importante em projetos de infraestrutura, eles detêm capital e tecnologia no setor ferroviário. Com certeza terá especial interesse nesse empreendimento”, afirmou.

A Nova Ferroeste é um projeto que visa a ampliação da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A, ou Ferroeste. O novo traçado, com 1.285 quilômetros, vai ligar os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR), além de um ramal que vai ligar Cascavel a Foz do Iguaçu. Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País, chamado também de Corredor Oeste de Exportação.

Os estudos de demanda indicam que cerca de 26 milhões de toneladas de produtos devem circular nesse novo trecho por ano. Considerando o tráfego interno, a Nova Ferroeste deve alcançar 38 milhões de toneladas ano.

Essa melhoria na matriz logística vai reduzir custos para os produtores, que poderão praticar preços mais competitivos. “Essa parte do escoamento de grãos do Interior do Brasil, tanto do estado do Mato Grosso do Sul, quanto do estado do Paraná, pode ajudar a suprir a demanda do mercado doméstico da China”, destacou Jim.

A Nova Ferroeste é uma oportunidade de investimento no mercado internacional de capitais. Os projetos de infraestrutura costumam chamar atenção de investidores estrangeiros ou grupos econômicos. Algumas empresas com DNA Chinês já atuam no País, o que pode reforçar o interesse.

“No Brasil nós já temos algumas empresas na área de ferrovia, e elas têm muita experiência e são muito fortes na construção e operação desse tipo de ferrovia”, acrescentou o conselheiro comercial. Ao final do encontro, os representantes da China solicitaram um nova rodada, assim que os estudos estiverem concluídos.

PARCERIA – No ano passado, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as exportações do Paraná corresponderam a 11,63% de tudo que o Brasil enviou para o exterior. “A China é hoje o maior parceiro do Paraná e do Mato Grosso do Sul em termos de exportação. Para eles a questão da segurança alimentar é um tópico de extrema relevância, faz parte da estratégia global deles e a Nova Ferroeste se encaixa exatamente nesse processo de prover segurança alimentar”, disse Fagundes.

Até agora, em 2021, o Paraná exportou US$ 2.440.775.300 para a China. No topo da lista estão soja e frango.

NOVA FERROESTE – A Nova Ferroeste vai passar por 49 municípios do Paraná e será o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres do País em volume de carga, com valor estimado em 3% do PIB nacional.

O projeto da Nova Ferroeste está em fase final de estudos de viabilidade técnica, de engenharia e ambiental. Quando estiverem prontos vão apontar o traçado definitivo que será levado a consulta pública no início de 2022.

A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo no primeiro trimestre de 2022. O consórcio que vencer a concorrência será responsável também pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 60 anos. O investimento é estimado em R$ 25 bilhões.

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