Paraná Mais Orgânico e UEL certificam área em Londrina

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Paraná Mais Orgânicos e UEL certificam lote de assentamento em Londrina  -  Foto: Geraldo Bubniak/Arquivo AER
© Geraldo Bubniak/AEN

O lote dos proprietários Jovana Aparecida Cestile e Davi José da Costa, assentados no Eli Vive I, no distrito de Lerroville, em Londrina, recebeu nesta semana a visita de inspeção de conformidade orgânica dos técnicos do programa Paraná Mais Orgânico (PMO). Eles estão a um passo da certificação, após um ano de dedicação para realizar as adequações.

O programa do Governo do Estado tem o objetivo de certificar pequenos e médios produtores rurais de orgânicos de todo o Estado para estabelecer controle de qualidade e, também, auxiliar em uma produção mais capacitada e ecologicamente correta.

O lote certificado, de aproximadamente oito hectares, tem uma produção bastante diversificada. O trabalho ao longo do período envolveu atendimento dos técnicos para a conscientização com os produtores e mudanças na preparação do terreno. O casal entrou em contato com o Programa em 2016 e, desde então, vem estreitando relações com a equipe.

Acompanharam a certificação, feita pelo auditor do PMO do Núcleo de Ponta Grossa, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Waldir Zarrochinsky Junior, Giovana Fogaça (bolsista), Danilo Pezzoto de Lima, agrônomo e auditor do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), e Eliezer Ferreira Camargo, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Economia Regional, do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) da UEL.

“Os produtores dividiram o lote em três talhões para diversificar a produção. No primeiro, plantam frutas e raízes, como abacate e mandioca. No segundo, plantam hortaliças, como alface, couve-flor, brócolis, rúcula e também eucalipto para a extração de óleo essencial. O terceiro talhão ficou como uma estufa de tomates e feijões”, afirmou Eliezer. “A preparação começa até antes, evitando o uso de produtos químicos e criando barreiras para as derivas (de agrotóxicos da região)”.

Não é a primeira vez que o grupo faz uma certificação na região. No assentamento Eli Vive 2 produtores que trabalham com a Sacola Camponesa, um programa de venda de produtos do assentamento, já têm o "selo".

INFRAESTRUTURA Implantar a agricultura orgânica mostra-se um grande desafio em assentamentos, segundo os técnicos. O coordenador do PMO em Londrina e professor do Departamento de Agronomia, do Centro de Ciências Agronômicas (CCA), Mauricio Ursi Ventura, diz que existem impeditivos estruturais, que vão além da propriedade

“Damos preferência a esses produtores porque, em geral, os assentamentos têm problemas. Um produtor familiar comum, digamos, têm uma estrutura já pronta para produzir. Muitas vezes os assentados não têm estrada para escoar a produção, nem um relevo adequado para plantar. Alguns lotes têm falta de água. Como eu posso cultivar hortaliças, por exemplo, sem água?”, afirmou.

Exatamente pelas dificuldades, o professor considera “um grande avanço” a certificação dos produtores da região, o que pode servir de inspiração para trabalhos futuros. “É difícil esse processo por conta do acesso à informação, principalmente. Muitos produtores são pouco escolarizados ou às vezes não têm educação formal, mas, por outro lado, têm uma grande consciência política e ambiental. Eles querem produzir em harmonia com a natureza”, arrematou.

ÁREA – O Eli Vive é considerado o maior assentamento em área urbana do País. Atualmente, vivem no assentamento 550 famílias. Os assentados comercializam com a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Londrina, com supermercados, em feiras livres e no Feirão da Resistência, realizado na Vila Cultural Canto do Marl. Por conta da pandemia, os feirões estão suspensos e a entrega das cestas se dá por encomenda.

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