Carnaval na Ilha do Mel: Corpo de Bombeiros dá dicas de segurança para a viagem

Para curtir a Ilha do Mel no Carnaval com toda segurança é importante tomar alguns cuidados especiais. Em dias de chuva, os cuidados precisam ser redobrados. O mesmo vale para o caso de consumo de bebidas alcoólicas - algo ainda mais comum neste período.
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08/02/2024 - 17:10

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O Corpo de Bombeiros Militares do Paraná alerta a população que para curtir a Ilha do Mel no Carnaval com toda segurança é importante tomar alguns cuidados especiais. Em dias de chuva, os cuidados precisam ser redobrados. O mesmo vale para o caso de consumo de bebidas alcoólicas.

“A Ilha do Mel é um local muito bonito, apresenta vários pontos turísticos, porém tem riscos específicos daquela área que exigem um cuidado redobrado dos seus visitantes, por conta da localidade da ilha e também de uma eventual necessidade de socorro exigir um tempo maior de resposta”, explica a capitã Débora Kolossoskei, responsável pela comunicação do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná no Litoral neste Verão Maior Paraná.

Uma questão importante durante os passeios é a tábua das marés. Durante os períodos de maré alta o visitante pode enfrentar dificuldades em determinados locais. É o caso da Gruta das Encantadas, cartão-postal natural da ilha.

“É interessante conversar com os guarda-vidas na região para saber se é um horário adequado. Com a maré um pouco mais alta, o banhista pode ser surpreendido e acabar puxado por uma corrente de retorno mais forte, prejudicando seu passeio”, alerta a capitã. Além disso, quando a maré sobe o acesso para a entrada e a saída da gruta fica bastante prejudicado.

Não é só nesse ponto geográfico que a altura da maré se faz relevante. Há caminhos que também são diretamente impactados por essa questão. “Há várias praias dispostas entre o lado de Encantadas e o lado de Nova Brasília. E algumas divisões dessas praias têm morros com pedras, principalmente na região da Praia do Miguel. Fazer uma passagem segura depende da maré”, diz a capitã. Além de deixar as rochas mais lisas, o mar agitado e alto também pode derrubar e até arrastar o visitante, causando um acidente mais grave. O mais indicado é não se arriscar.

Mesmo em condições mais favoráveis, atravessar esses espaços rochosos tem seus perigos. O limo que forma nesse tipo de ambiente é escorregadio. O sol forte também pode deixar o chão bastante quente. Além do próprio formato das pedras, que pode ocasionar ferimentos. Desse modo, o ideal é usar tênis, pois dão mais firmeza e proteção aos pés. O cuidado com idosos e crianças também deve ser ampliado. “Até porque alguns trechos demandam maior perícia, equilíbrio e força”, afirma Kolossoskei.

ROTEIRO E PROTEÇÃO – O calçado adequado é tão importante quanto passar filtro solar, vestir roupas confortáveis e garantir boa quantidade de água para o passeio. Como os turistas nem sempre conhecem o local e os trajetos, não é raro que eles tenham dificuldades de encontrar o caminho desejado ou que subestimem o tamanho da caminhada, bem como a intensidade do sol na rota escolhida.

Segundo a capitã, é comum encontrar banhistas que desconhecem a região e acabam precisando de apoio para retornar à sua origem porque não conseguem finalizar o passeio, em virtude da exaustão. “Assim, é também prudente se informar bem dos trajetos antes de sair para caminhar”.

Cansaço não é o único inconveniente que pode atrapalhar um passeio que deveria ser de tranquilidade. “A Ilha do Mel tem a sua fauna característica, o que inclui animais peçonhentos, como cobras. Como é um local um pouco mais distante dos centros urbanos, se alguém precisar de um atendimento mais especializado pode levar um certo tempo. Por isso, é interessante que durante as trilhas os turistas estejam bem atentos ao caminho e tomem muito cuidado com relação a esses animais”, orienta a capitã.

Caso uma cobra seja avistada, mantenha uma distância segura até que ela deixe o local. Se for o caso, afaste-se lentamente, sem movimentos bruscos. O animal só vai atacar se sentir alguma ameaça. “Se isso acontecer, é recomendável, se possível, levar o animal ou uma foto dele para identificar a espécie e agilizar o tratamento”, complementa.

Durante o tour na Ilha do Mel, o turista também pode realizar diversos passeios de barco, seja para ver os mamíferos que dão nome à Baía dos Golfinhos, visitar outras ilhas ou mesmo ter uma visão panorâmica das atrações do local. Nesses casos, além dos cuidados com trajes, hidratação e proteção solar, é importante sempre usar coletes salva-vidas. O item é indispensável em todas as embarcações, inclusive na travessia de ida e volta do continente para a ilha.

BOMBEIROS DICAS SEGURANÇA
Ilha é destino turístico para foliões da natureza. Foto: Corpo de Bombeiros


LOCAL DE BANHO – Para entrar no mar, a dica é a mesma das demais praias. “A nossa orientação principal é de que o turista procure tomar banho numa área protegida por guarda-vidas. Na Ilha do Mel, temos dois postos de guarda-vidas, um na Praia de Fora, em Nova Brasília; e um na Praia de Encantadas, próximo à Gruta. Converse com os guarda-vidas sobre as condições do mar. E não esqueça de colocar as pulseirinhas de identificação nas crianças para evitar que elas se percam”, diz a capitã. Ingestão de bebida alcoólica é contraindicada para quem vai entrar no mar.

Outro ponto que vale destaque é que, além do apoio dos bombeiros militares, o turista pode recorrer também, em caso de necessidade, às duas unidades de saúde existentes na Ilha do Mel. Uma fica na região de Encantadas e a outra em Nova Brasília.

CUIDADO NA TRAVESSIA – Para se chegar à Ilha do Mel é preciso embarcar em balsas, que podem ser acessadas em dois pontos do litoral paranaense: Pontal do Sul e Paranaguá, ou em táxis náuticos, a partir de Pontal. É fundamental que o passageiro utilize apenas as embarcações autorizadas. Em caso de dúvidas, é possível consultar a lista dessas embarcações no site da Agepar (Agência Reguladora do Paraná). O embarque também só deve ser feito nos dois terminais oficiais. Nunca se arrisque em transportes irregulares.

Saindo de Paranaguá, a duração da travessia por meio da balsa é de 1h30. Já optando por Pontal do Sul, o tempo é bem menor: 30 minutos. As passagens podem ser compradas nos terminais de embarque, ou via internet, pela Abaline, com ida e volta custando entre R$ 44,18 e R$ 80 por pessoa, dependendo do ponto de partida.

Não compre passagens fora desses pontos oficiais e lembre sempre de colocar a pulseira adquirida junto com o bilhete. Ela comprova que o turista comprou a passagem nos postos de venda oficiais e ajuda a controlar a quantidade de visitantes na ilha - o limite de ocupação atual é de 5 mil pessoas.

Serviço:

Terminal Aquaviário Público de Pontal do Sul: Rua Alameda do Café, sem número - Ilha do Mel, Pontal do Paraná - PR, 83255-000

Terminal de embarque Paranaguá: Rua General Carneiro, 290 - Centro Histórico

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reuniu uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. Foram ofertadas atividades esportivas e de lazer que incluíram aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. Além do reforço na segurança, a agenda continua até o final de fevereiro com shows de grandes sucessos nacionais em Matinhos e Pontal do Paraná. Veja a programação no site www.verao.pr.gov.br.

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