Evento marca Dia Mundial de conscientização da violência contra a pessoa idosa - Foto: Aliocha Maurício/SEDS

Encontro apresenta perspectivas para o envelhecimento saudável

Sentimentos, valores, sexualidade e memória mudam com o passar dos anos e, depois dos 60, adquirem novas perspectivas. Sobre esses novos desafios para manter ou conquistar boa qualidade da vida, Maria Célia de Abreu, doutora em psicologia, falará sobre o tema de seu novo livro Velhice: Uma Nova Paisagem, nesta sexta-feira (15), Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa.

No evento, promovido pela coordenação de Políticas da Pessoa Idosa, da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, será lançado o desenho animado que apresenta os direitos de quem já passou dos 60 anos, em linguagem simples e direta. A animação de cerca de quatro minutos foi produzida em parceria com a Secretaria de Estado da Educação e será levado a 113 mil estudantes.

O encontro começa às 13h30, no auditório Mário Lobo, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, com a presença de pessoas idosas. A atividade será transmitida por videoconferência e contará com a participação de técnicos da rede socioassistencial do Estado, do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa e de gestores.

REFLEXÃO – A coordenadora estadual da Política da Pessoa Idosa, Fabiana Longhi, explicou que a palestra promove reflexão sobre a valorização de quem vive nessa fase da vida. “Maria Célia é conhecida nacionalmente pelos seus livros e seu olhar especializado na pessoa idosa. A experiência dela na área da psicologia com certeza irá ampliar as discussões sobre qualidade de vida e garantia de direitos”, disse Fabiana.

Maria Célia é coordenadora do Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Artístico e Científico (Ideac) e tem várias publicações sobre envelhecimento. Em vídeos divulgados na internet ela explica que há vários preconceitos e atitudes aculturados, como a “repulsa pelo velho”. Ela é professora há 20 anos e há pelo menos 16 orienta grupos de reflexão sobre a velhice.

DENÚNCIAS – Os casos de violação de direito devem ser denunciados. Só neste ano, foram recebidas 289 denúncias de violência contra pessoas idosas, 242 apenas pelo telefone 181, o Disque Denúncia. A coordenação dos Direitos da Pessoa Idosa mantém o telefone 0800-410001, pelo qual a pessoa recebe orientações e tira dúvidas sobre seus direitos. Desde janeiro, foram 555 ligações dessa natureza.

Entre as violências mais comuns registradas estão negligência, com 202 chamadas; agressão verbal, com 174; e agressão física, com 136. A maior parte ocorre na residência da família.

POLÍTICA DA PESSOA IDOSA – A Secretaria de Estado da Família assumiu a política da pessoa idosa no Paraná em 2014. No mesmo ano, foi lançado o Plano Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, que direciona as políticas públicas de acordo com o Estatuto Estadual do Idoso. No ano seguinte, o Governo do Paraná determinou que todas as empresas estatais destinassem 1% do valor devido do Imposto de Renda ao Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Fipar).



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