1º Simpósio estadual de resistência antimicrobiana. Superintendente de Vigilância em Saúde, 
Júlia Cordellini.
Curitiba,13/11/2017
Foto:Venilton Küchler

Paraná reforça ações de controle de infecção antimicrobiana

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e em parceria com diversas instituições, deu início às atividades relacionadas à sensibilização sobre a resistência antimicrobiana, uma das maiores preocupações em saúde pública na atualidade. O tema foi discutido nesta segunda-feira (13), em Curitiba, no ‘I Simpósio Estadual de Resistência Antimicrobiana: desafios e perspectivas’.

“Queremos chamar atenção de quem ainda não entendeu a relevância do tema. Esta é uma grande estratégia articulada com diversas áreas para que possamos entender o perfil de resistência que estamos enfrentando e iniciar uma mudança nesse cenário no Paraná”, ressalta a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini.

O objetivo principal é orientar profissionais de saúde e a população em geral sobre o uso de antibióticos. Para isso, no evento, também foi lançado o material da campanha ‘Antibióticos: saiba como utilizá-los de maneira segura’. Com uma linguagem simples a campanha orienta sobre o uso correto desses medicamentos, abordando a prescrição, o tempo do tratamento, a dosagem e o compartilhamento, entre outros.

Os informativos serão distribuídos em locais estratégicos. Quem tiver interesse em divulgar a campanha pode solicitar o material à Vigilância Sanitária estadual por meio do telefone (41) 3330 4539 ou 4544. Os fôlderes deverão ser retirados no prédio central da Secretaria da Saúde (Rua Piquiri, 170, no bairro Rebouças em Curitiba) ou nas Regionais de Saúde do Estado a partir da próxima semana.

PLANO – O Simpósio faz parte do Plano Estadual de Controle de Infecção e da Resistência Antimicrobiana, publicado pela Secretaria da Saúde em maio de 2017. Outra ação do plano é a obtenção de dados das infecções relacionadas à assistência à saúde em tempo real por meio do Sistema Online de Notificação de Infecções Hospitalares, o Sonih.

“Temos a perspectiva de conhecer o perfil de resistência microbiana no Estado e o consumo de antibióticos que temos atualmente. Assim vamos ter um diagnóstico bem próximo da realidade para estabelecer ações e atuar pontualmente, levando o conhecimento e a prática por todo o Paraná”, explica a infectologista e presidente da Associação Paranaense de Controle da Infecção Hospitalar, Viviane Dias.

O Governo do Estado também monitora surtos com micro-organismos multirresistentes e adotou a estratégia de higiene das mãos. “Foram capacitados profissionais de cerca de 100 hospitais sobre a importância da higienização das mãos com foco na segurança dos pacientes para evitar as infecções hospitalares”, explica a chefe da divisão de Vigilância Sanitária de Serviços de Saúde, Ana Manzochi.

AMBIENTE – As ações de logística reversa são trabalhadas para que o descarte inadequado de resíduos de antibióticos não contaminem o meio ambiente. “A resistência antimicrobiana não está só dentro dos hospitais. Também precisamos fazer o monitoramento do que está no meio ambiente e evitar a contaminação de solo e água, por exemplo”, reforça a superintendente.

Na mesma linha está o Programa Estadual de Drogas Veterinárias em Alimentos, onde são coletadas carcaças de frango para pesquisa de genes de resistência. “Entra aí o conceito mundial de Saúde Única que promove a cooperação multissetorial entre instituições relacionadas tanto à saúde humana, saúde animal e meio ambiente”, completa Júlia.



Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br
1º Simpósio estadual de resistência antimicrobiana. Superintendente de Vigilância em Saúde, 
Júlia Cordellini.
Curitiba,13/11/2017
Foto:Venilton Küchler
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