Central de transplante, morte encefálica. Dra Luana alves,médica.
Curitiba,28/06/2017
Foto:Venilton Küchler

Vídeos do Sistema de Transplantes ajudam profissionais da saúde

O Governo do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, criou uma série de vídeos para serem divulgados nas redes sociais, que ajudam os profissionais da área de saúde a identificarem de maneira adequada a morte encefálica em pacientes.
A iniciativa dá continuidade às ações feitas pelo Estado para incentivar a doação de órgãos e diminuir a fila de espera de transplantes. Dentre as quais estão, também, cursos presenciais e online para as Comissões Intra-hospitalares de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplante.
Pacientes que tenham sido diagnosticados com morte encefálica se tornam potencias doadores de órgãos e tecidos. Já os que sofreram parada cardiorrespiratória podem doar tecidos (córneas, pele, válvulas cardíacas e ossos).
ÓRGÃOS - No Paraná, dados de janeiro a maio deste ano mostram que houve 197 doações, que resultaram em 322 transplantes de órgãos e 368 de córnea. Rim e fígado lideram o ranking de órgãos transplantados no estado, com 195 e 103 transplantes, respectivamente.
“Estamos constantemente trabalhando para fazer com que os números de doações de órgãos e transplantes continuem aumentando. O Paraná é segundo estado com maior número de doações efetivas de órgãos no País. Iniciativas como esta têm como objetivo diminuir ao máximo o tempo que um paciente passa na fila de espera para receber um órgão”, afirmou o secretário de estado da Saúde, Michele Caputo Neto.
Para a diretora Do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, uma das preocupações é identificar de maneira correta se o paciente sofreu morte encefálica. “É o primeiro passo para analisarmos se ele é, ou não, um possível doador de órgãos. É extremamente importante que médicos e demais profissionais da saúde tenham em mente que este cuidado pode ajudar a salvar muitas vidas”, esclareceu a diretora.
EXAMES – Para que seja declarada a morte encefálica de um paciente, é preciso que sejam seguidas três etapas: dois testes clínicos; um teste de apneia; um exame complementar confirmatório da morte encefálica. Destes dois exames, um deles obrigatoriamente tem que ser feito por um neurologista, neuropediatra ou neurocirurgião.
Para o neurocirurgião César Vinicius Grande, a adesão dos profissionais a esta etapa do processo é extremamente importante e fundamental para que a equipe tenha segurança no diagnóstico.
“É muito importante que os profissionais da neurologia realizem este exame, especialmente em hospitais com várias especialidades e pronto-socorros, onde a demanda é maior. Em nossa equipe realizamos uma média de dois a cinco exames como estes ao mês”, disse o neurocirurgião.
VÍDEOS – O Sistema Estadual de Transplante publicou em seu canal no Youtube cinco vídeos para orientar os profissionais a procederem da forma mais adequada em casos de possíveis mortes encefálicas. Entre os temas abordados estão a correta identificação do paciente; realização de exames clínicos, teste de apneia e exames complementares confirmatórios de morte; e a manutenção do potencial doador de órgãos. Os vídeos foram feitos através de parceria com o Centro de Simulação Clínica da Escola de Medicina da PUCPR.
“Uma das prioridades da CET é treinar as equipes que trabalham em UTIs e prontos socorros de todo o Paraná a identificarem este paciente. Assim, podemos analisar a possibilidade dele ser um doador de órgãos e aumentar os números no Estado”, ressaltou a médica especialista em medicina intensiva, Luana Alves Tannous.
O conteúdo dos vídeos está disponível no canal do Sistema, que pode ser acessado AQUI: https://www.youtube.com/channel/UCQF6NXkQPcJVasKUDQbVa8A
Para saber mais informações sobre as ações de orientação aos profissionais da saúde e outras iniciativas no campo de transplantes e doação de órgãos, entre em contato pelo número (41) 3304-1900.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br
Central de transplante, morte encefálica. Dra Luana alves,médica.
Curitiba,28/06/2017
Foto:Venilton Küchler
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