DEFESA DOS DIREITOS

Universidades estaduais atendem crianças e adolescentes

Publicado em 17/05/2017 15:20
Os Núcleos de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (Neddij) das universidades estaduais do Paraná, realizaram 34 mil atendimentos a crianças e adolescentes, em 2016. O projeto dá assistência às crianças e adolescentes que estejam em qualquer situação que prejudique o seu desenvolvimento.

Esta quinta-feira, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes. O trabalho feito nos núcleos é divulgado para apresentar a participação das instituições de ensino superior nesta luta.

Há dez núcleos no Paraná. Eles estão localizados nas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), nos campi de Guarapuava e Irati da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); na Universidade do Centro-Oeste (Unicentro), nos campi de Marechal Cândido Rondon, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e na Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

O Núcleo presta ajuda jurídica e psicológica, trabalhando em conjunto com órgãos como o Conselho Tutelar, Ministério Público, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). As principais atividades são ações de guarda, regulamentação de visitas, adoção, destituição do poder familiar. Também presta assessoria psicológica e realiza eventos para conscientizar sobre os direitos da infância e juventude.

NÚMEROS – No ano passado, foram feitos 23.150 atendimentos da área do Direito, 4.309 de Psicologia, 5.309 do Serviço Social e 1.106 de Pedagogia.

A coordenadora do núcleo de Londrina, Claudete Canezin, explica que toda pessoa pode procurar o núcleo ao perceber que uma criança ou adolescente está exposto a qualquer situação de risco ou quando não têm acesso aos seus direitos, prejudicando o desenvolvimento infantil.

VIOLÊNCIA - Claudete Carvalho Canezin relata o caso de uma menina atendida no Núcleo da UEL. Ela sofria abusos físicos e psicológicos da mãe e do padrasto, também passava fome e, desde os sete anos, cuidava do irmão menor, de três meses. O pai retirou as crianças do cuidado da mãe, mas a violência não diminuiu. A criança relatava que o pai era muito nervoso, que já apanhou até não conseguir andar.

As crianças também diziam que eram responsáveis pela organização da casa. Após um ano o pai deixou as crianças com a avó. Porém o pai começou a ameaçar a integridade da menina, dizendo que iria à escola para agredi-la”.

Nesse caso, houve a intervenção do núcleo e, atualmente, a avó tem a guarda das crianças. O pai possui uma ordem de restrição em relação aos filhos e as crianças têm acompanhamento psicológico.

SERVIÇO:

Mais informações sobre o atendimento realizado nos núcleos do Neddij nas universidades estaduais podem ser obtidas pelos seguintes telefones:

UEL: (43) 3344 - 0927

UEM: (44) 3011 - 3689

UENP: (43) 3525 - 0862

UEPG: (42) 3220 - 3303

Unicentro (Guarapuava): (42) 3621 - 1311

Unicentro (Irati): (42) 3421 - 3203

Unioeste (Marechal Cândido Rondon): (45) 3284 - 7854

Unioeste (Francisco Beltrão): (46) 3520 - 4868

Unioeste (Foz do Iguaçu): (45) 3308 - 8000

Unespar: (44) 3424 - 0100 ramal 158

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

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