O projeto de promoção e incentivo à leitura Agentes de Leitura do Paraná, da Secretaria de Estado da Cultura e Biblioteca Pública do Paraná, atendeu de março a junho deste ano cerca de 30 mil crianças e adolescentes nas cidades de Apucarana, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Pinhais. Foram 64 agentes de leitura capacitados para o atendimento direto à população. Foto: Kraw Penas/SEEC

Agentes de Leitura do Paraná faz 30 mil atendimentos em 2016

O projeto de promoção e incentivo à leitura Agentes de Leitura do Paraná, da Secretaria de Estado da Cultura e Biblioteca Pública do Paraná, atendeu de março a junho deste ano cerca de 30 mil crianças e adolescentes nas cidades de Apucarana, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Pinhais. Foram 64 agentes de leitura capacitados para o atendimento direto à população. Mas o alcance do projeto vai além dos números.
“Os resultados apresentados pelos municípios mostraram claramente que o projeto superou todas as expectativas. Hoje somos os espectadores dessa história construída ao longo de anos, desde a ideia inicial até os atendimentos diretos à população. São relatos incríveis, de transformação, que vão desde os agentes de leitura, que foram capacitados e passaram a cultivar o gosto e o amor pela leitura, até as crianças e adolescentes atendidos, que por meio da leitura conseguem vislumbrar um futuro mais inclusivo”, relata a coordenadora do projeto da Secretaria de Estado da Cultura, Tatjane Garcia.
O projeto foi pensado para beneficiar diretamente, além dos agentes, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, residentes nos municípios selecionados. Os atendimentos aconteciam por meio de rodas de leituras comunitárias, contação de histórias e promoção de cirandas. Os agentes também incentivavam as crianças e adolescentes a emprestar livros do acervo bibliográfico disponível em cada cidade. Durante os atendimentos, principalmente os menores eram motivados a manusear os livros, folhear as páginas, e em pouco tempo já imergiam no universo encantado das histórias.
“O maior legado que o projeto nos deixa é a certeza que mesmo em meio a toda modernização e tecnologia ainda podemos encantar crianças e adolescentes com a leitura, fazê-los descobrir o quão importante é o ato de ler, de folhear os livros. Recriamos a cada dia, reaprendemos com eles, e temos a certeza de que o projeto Agentes de Leitura chegou de forma clara a cada local, a cada criança, incentivando a leitura”, diz o diretor artístico e de projetos da Fundação Cultural de Apucarana, Orisvaldo Cesar.
Os atendimentos foram realizados nas Bibliotecas Públicas Municipais, CRAS, CREAS, Associação de Moradores e outros espaços dos municípios participantes. Em Paranaguá, por exemplo, os agentes fizeram atendimentos no Lar das Meninas, local que abriga meninas que têm os laços familiares rompidos por diferentes causas.
A agente de leitura Mahara Bomkoski conta que uma das meninas esperava ansiosa todas as quintas-feiras pelo momento da contação de histórias. “Quando chegávamos ela ia abrindo nossas mochilas para pegar todos os livros e queria que nós lêssemos todos. Depois de algum tempo ela voltou para casa, mas nós pudemos proporcionar àquela menina de apenas quatro anos momentos de felicidade em meio ao sofrimento. Em um segundo momento, também no Lar, pudemos mostrar a uma adolescente que a literatura não é algo distante dela e de sua realidade. Esta jovem gosta de rap, então mostramos a ela a poesia e descobrimos um talento para poemas. Uma adolescente que, se não fosse o projeto Agentes de Leitura, talvez nunca teria descoberto esse talento”.
TRANSFORMANDO VIDAS - O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PR), Leandro Nunes Meller, explica que uma pessoa em vulnerabilidade é alguém que ainda não teve o direito violado, mas que por alguma condição social ou de contexto pode ter o direito violado a qualquer momento. “Quando nós desenvolvemos estratégias como o Agentes de Leitura, nós estamos trabalhando em prevenções. E as prevenções são muito importantes porque elas se antecipam a problemas sociais, a dificuldades que elas possam ser enfrentadas. As violações de direitos são muitas. E elas acontecem na sociedade e, muitas vezes, até dentro da família”, comenta. O CEDCA-PR é um dos apoiadores do projeto, que teve os recursos provenientes do Fundo para a Infância e Adolescência do Paraná (FIA).
“A história desse projeto é muito bonita. Uma vez alguém me disse que não existe nada mais poderoso do que uma ideia. E foi isso que os amigos da Secretaria da Cultura fizeram conosco. Eles semearam uma ideia bonita, que foi cuidadosamente elaborada e trazida no momento certo para que fosse acolhida”, conta Letícia Reis, coordenadora do programa Família Paranaense da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, parceiro do projeto.
Letícia conta que sempre que o projeto é apresentado, os comentários são os mesmos, de que isso sim que transforma vidas, de que projetos como este é que fazem a diferença. “Claro que é importante a gente levar o acesso à saúde, à educação, às políticas básicas e universais. Mas a gente precisa ir além e acho que neste ponto nós conseguimos ousar e avançar. Por isso me sinto muito orgulhosa de fazer parte desse projeto. Espero poder continuar participando junto com a Secretaria da Cultura”.
As cidades que receberam o projeto: Apucarana, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Pinhais, foram selecionadas entre os municípios integrantes do Programa Família Paranaense.
CONTINUIDADE - Durante o Encontro de Agentes de Leitura realizado de 28 a 30 de julho na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, foi anunciada a continuidade do projeto para 2017. Uma conquista para todos, comemorou o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Rogério Pereira. “Eu fico muito feliz em saber que essa grande iniciativa terá continuidade, principalmente porque o processo de formação de leitores deve ser contínuo. Todos os dias nós precisamos fazer um pouco. O que nós fazemos quando nós lemos um livro pra alguém? Nós fazemos algo importantíssimo, que é ajudar a humanizar essa pessoa. Nós fazemos um ato de generosidade não só com essa pessoa, mas é um ato de generosidade consigo mesmo. É um ato de tentar multiplicar aquilo em que você acredita e você não sabe muito bem aonde isso vai te levar. Isso talvez seja o mais mágico da leitura”.
Promoção da Secretaria de Estado da Cultura e Biblioteca Pública do Paraná, o projeto é uma ação que está inserida nas diretrizes do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura do Paraná (PELLL). Conta com o apoio da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social, por meio do Programa Família Paranaense, e do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-PR). Os recursos são provenientes do Fundo para a Infância e Adolescência do Paraná (FIA).

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br
O projeto de promoção e incentivo à leitura Agentes de Leitura do Paraná, da Secretaria de Estado da Cultura e Biblioteca Pública do Paraná, atendeu de março a junho deste ano cerca de 30 mil crianças e adolescentes nas cidades de Apucarana, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Pinhais. Foram 64 agentes de leitura capacitados para o atendimento direto à população. Foto: Kraw Penas/SEEC
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