A Câmara Técnica de Olericultura do Território Vale do Iguaçu, que reúne representantes da Emater, Associação Comercial e Empresarial de Porto União e Secretarias Municipais da Agricultura e do Abastecimento, vai promover no dia 10, em Porto União (SC), uma reunião para discutir a organização da produção e mercado de olerícolas visando atendimento da demanda regional. Foto: Divulgação Emater

Emater trabalha para melhorar renda do produtor de olerícolas

A Câmara Técnica de Olericultura do Território Vale do Iguaçu, que reúne representantes da Emater, Associação Comercial e Empresarial de Porto União e Secretarias Municipais da Agricultura e do Abastecimento, vai promover no dia 10, em Porto União (SC), uma reunião para discutir a organização da produção e mercado de olerícolas visando atendimento da demanda regional.
O extensionista José Eustáquio Pereira explica que a região, que reúne 9 municípios, hoje é considerada o segundo cinturão verde do Estado, perdendo apenas para a Região Metropolitana de Curitiba. Existem 340 famílias que se dedicam à olericultura de forma comercial. Elas colhem por mês cerca de 141 toneladas do produto, faturando bruto, em média R$170 mil anuais.
"A atividade é uma ótima alternativa de geração de renda para o agricultor familiar, por fornecer produtos com valor agregado bastante superior àqueles obtidos a partir do cultivo de cultura mais tradicionais, como milho e feijão. A organização do mercado regional, esforço que estamos fazendo desde o início do ano, pode tornar esse negócio ainda mais vantajoso, com benefícios também para o consumidor e o comércio local", explica o técnico da Emater.
Segundo Eustáquio, o grande problema é que a produção de olerícolas está saindo da região, indo para a Ceasa de Curitiba, para depois retornar à sua origem abastecendo o comercio local. "Essa logística prejudica a todos. O produtor vende na Central a alface por 25 centavos, aqui na feira o mesmo produto sai por R$1,50. Parte dessa diferença poderia ficar com quem produz, no entanto entra para cobrir os custos da logística de ir e vir", comenta.
O extensionista da Emater conta que em 2014 fez uma pesquisa de mercado nas cidades de União da Vitória e Porto União, que juntas têm uma população de aproximadamente 100 mil moradores. "Apenas esses dois centros demandam, semanalmente, 40 toneladas de olerícolas, produto que não é adquirido diretamente do produtor ou de suas organizações, como associação ou cooperativa, mas vem de fora. É isso que queremos mudar".
A olericultura começou a ganhar espaço na agricultura do Vale do Iguaçu a partir de 2004, com a criação do programa oficial compra direta da agricultura familiar, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que a Emater ajudou a viabilizar, trabalhando junto com as prefeituras e associações de produtores rurais.
"Essa experiência permitiu que o agricultor exercitasse tanto a produção quando o processo de participação no mercado. Foi uma evolução gradual que permitiu a gente chegar ao patamar que chegamos. E, não tenho dúvida: a cadeia produtiva da olericultura é quem está alavancando, do ponto de vista econômico, social e ambiental, a agricultura familiar da região".

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A Câmara Técnica de Olericultura do Território Vale do Iguaçu, que reúne representantes da Emater, Associação Comercial e Empresarial de Porto União e Secretarias Municipais da Agricultura e do Abastecimento, vai promover no dia 10, em Porto União (SC), uma reunião para discutir a organização da produção e mercado de olerícolas visando atendimento da demanda regional. Foto: Divulgação Emater
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