O diretor presidente do Ipardes - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, Julio Suzuki Júnior, acompanhado pelo chefe do Ibge - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sinval Dias dos Santos e pelo chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, Cyllênio Pessoa Pereira Junior, em coletiva com a imprensa para divulgação do produto interno bruto dos municípios do Paraná (2010-2013).Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social.Curitiba, 18/12/2015Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Interior ganha maior participação na economia do Paraná

Os municípios do Interior ganharam espaço na economia do Paraná nos últimos anos. Em 2013, a participação dessas cidades no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado atingiu o recorde de 58,7%, contra 55,2% em 2010. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social).
"O fortalecimento dos municípios resulta da política de interiorização e descentralização da economia", afirmou o governador Beto Richa. "Acredito que o levantamento aponta uma tendência saudável e irreversível de maior dinamismo da economia no Interior e me parece inequívoco que isso deve ser atribuído ao processo de industrialização em curso", acrescentou.
AGRONEGÓCIO - O crescimento do Interior foi impulsionado principalmente pelo agronegócio. A diversificação e a industrialização da produção agropecuária deram força para os pequenos municípios na geração de renda e emprego. “Nas grandes cidades do Interior, o agronegócio, combinado com o crescimento do setor de serviços, teve grande impacto no desenvolvimento econômico”, diz o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior.
“A descentralização da economia, com uma melhor distribuição do PIB é positiva para o Estado. Além do agronegócio, há os Arranjos Produtivos Locais (APLs), que ajudam a desenvolver as cidades menores”, disse Sinval Dias dos Santos, chefe do IBGE no Paraná.
Os dados mostram que, com o avanço dos municípios menores, a participação das dez maiores economias do Estado no PIB caiu de 57,9%, em 2010, para 54,5% em 2013.
CRESCIMENTO - As cinco cidades com maior PIB em 2013 foram Curitiba (R$ 79,4 bilhões), São José dos Pinhais (R$ 25,2 bilhões), Londrina (R$ 15,9 bilhões), Maringá (13,7 bilhões), e Ponta Grossa (R$ 10,3 bilhões).
O grande destaque ficou por conta de Maringá, no Noroeste do Estado, que elevou sua participação de 3,8% para 4,1% do PIB estadual entre 2010 e 2013. No período, a geração de riquezas da cidade avançou 60%, impulsionada pelo setor de serviços e pelo agronegócio.
Na outra ponta, Araucária viu reduzir sua presença na economia do Estado, de 4%, em 2010, para 2,2% em 2013, devido ao impacto da política de controle de preços da Petrobrás, que afetou os resultados da refinaria Repar.
O vigor do Interior ajudou o Paraná galgar posições no ranking dos Estados. Para o governador Beto Richa, o resultado do Interior coroa dados divulgados recentemente, como a ascensão da economia paranaense ao grupo das quatro maiores economias do País e segundo estado mais competitivo do Brasil.
De acordo com dados divulgados pelo IBGE, em novembro, o Paraná superou o Rio Grande do Sul e se tornou a quarta maior economia do País, com um PIB total de R$ 332,8 bilhões em 2013.
RMC - De acordo o presidente do Ipardes, o fato de o Interior ter conquistado espaço não significa, porém, perda de dinamismo da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Essa região continua a crescer, mas o Interior cresceu mais”, disse Suzuki Júnior. Em 2010, a RMC respondia por 44,8% do PIB estadual. Em 2013, esse indicador estava em 41,3%.
BOX 1
Paraná tem sete cidades entre as 100 maiores economias do País
Os dados do IBGE mostram que o Paraná tem sete municípios no ranking das 100 maiores economias do País. Além de Curitiba, em quinto lugar, São José dos Pinhais, na 23a posição, Londrina (43a), Maringá (55a), Ponta Grossa (75a), Foz do Iguaçu (82a) e Cascavel (94a) aparecem na lista. Londrina, Maringá e Ponta Grossa subiram posições no ranking. Dos 399 municípios do Paraná, 357 aumentaram seu peso na economia brasileira, de acordo com o presidente do Ipardes.
Pela nova metodologia do IBGE, Curitiba é a cidade com quinto maior PIB do País (R$ 79,4 bilhões), atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Belo Horizonte.
Pelo antigo cálculo, a Curitiba aparecia em quarto lugar, à frente da capital mineira. “O que mudou foi a metodologia e não o resultado econômico”, diz Suzuki Júnior. Curitiba viu seu PIB avançar 37% entre 2010 e 2013.
PER CAPITA – Com apenas 5 mil habitantes, o município de Saudade do Iguaçu, no Sudoeste, é o que registrava, em 2013, o maior PIB per capita do Estado, com R$ 162,1 mil. A economia da cidade é fortemente influenciada pelas operações da usina de Salto Santiago, no Rio Iguaçu, que é uma das maiores do Sul do País.
Em segundo lugar no ranking está São José dos Pinhais, com R$ 87,7 mil, seguida por Quatro Barras, com R$ 72,3 mil. Curitiba, com PIB per capita de R$ 42,9 mil ocupa a 18a posição. A média do Paraná é de R$ 30,3 mil. O município de Guaraqueçaba, no Litoral, ficou com o menor PIB per capita, com R$ 8,6 mil.
BOX 2
Curitiba lidera PIB da indústria e dos serviços
Os números divulgados pelo IBGE e pelo Ipardes também revelam a participação das cidades por setor econômico. Por conta da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a capital paranaense é a cidade com o maior PIB industrial, com 20,3% de participação no setor no Estado. Em segundo lugar vem São José dos Pinhais, com o polo automotivo, com 13,6%, e Foz do Iguaçu, por influência de Itaipu, com 6,9%.
No setor de serviços, Curitiba também é a líder, com 26,8% de participação, seguida por Londrina (5,9%), Maringá (5,1%) e São José dos Pinhais (4,7%). “Os municípios mais populosos são os que têm maior participação também no setor de serviços”, diz Suzuki Júnior.
A agropecuária, por outro lado, é o setor econômico mais desconcentrado do Estado. O município com maior PIB agropecuário é Castro, nos Campos Gerais. Mas sua participação no PIB setorial é de 1,9%, seguida por Cascavel (1,8%) e Tibagi (1,6%). “Ou seja, a riqueza do campo está pulverizada, ao contrário dos demais setores, onde há maior concentração”, diz Suzuki Júnior.
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