Epidemia de dengue no país mantém profissionais de vigilância em alerta no Paraná.Foto: Divulgação

Epidemia de dengue no país mantém profissionais de vigilância em alerta no Paraná

Os profissionais de vigilância ambiental da secretaria estadual da Saúde e das secretarias municipais têm mantido o alerta para novos casos de dengue no Paraná, principalmente pela situação de epidemia de outros estados brasileiros, como São Paulo, que registra o maior número de casos de dengue do país.
“Com o aumento de estados em situação de epidemia, é importante que as equipes de saúde estejam atentas aos sintomas da doença, mesmo que em sua região não exista registro de circulação da dengue. Como muita gente viaja pelo país, pode ser contaminado pela doença fora de sua cidade de origem e o diagnóstico correto pode salvar vidas”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.
O 16º boletim epidemiológico da doença, divulgado nesta terça-feira (5), informa que 55 municípios paranaenses estão em situação de epidemia e 11 mortes foram confirmadas. De agosto de 2014 a abril de 2015, foram confirmados 12.828 casos de dengue no Paraná. Os municípios epidêmicos se concentram nas regiões Norte, Noroeste e Oeste.
“Todo caso suspeito de dengue deve ser notificado para que as equipes de saúde se organizem no bloqueio de novos casos e na assistência à população. No entanto, nem toda notificação é confirmada depois de realizados os exames complementares. Por isso, os números divulgados podem ser divergentes”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.
Recentemente, um caso de suspeita de dengue foi descartado por exames laboratoriais. O paciente de 31 anos viajou no final de março para o Mato Grosso do Sul para uma pescaria. Os sintomas começaram em 23 de março e ele procurou atendimento ainda no Mato Grosso do Sul. No retorno para Arapongas, em 27 de março, foi internado e morreu em 31 de março. O diagnóstico inicial de dengue foi descartado e os exames constataram morte por febre amarela.
A febre amarela é muito comum nas regiões Centro-oeste e Norte do País. Por isso, a vacinação com antecedência de pelo menos dez dias é indicada para quem viaja para estas regiões. A imunização contra a febre amarela dura em média dez anos.
“Fica o alerta para os profissionais de assistência que em alguns casos notificados para a dengue deve ser analisada a possibilidade de que o paciente possa estar com outras doenças com sintomas semelhantes”, alerta a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
Doenças como a febre amarela e febre chikungunya, ambas também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, ou mesmo casos de gripe ou leptospirose, por exemplo, têm sintomas parecidos, como febre alta, dores de cabeça, dor no corpo e articulações, entre outros sintomas.
PREVENÇÃO – A estratégia mais eficiente para controle da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes ainda é eliminar os focos do mosquito. “Qualquer quantidade de água parada pode se tornar um criadouro, mesmo uma tampinha de refrigerante ou o pote de água dos animais de estimação. Por isso, é essencial que todos examinem o ambiente onde vivem e trabalham para eliminar recipientes que acumulam água”, ressalta Ivana.
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