Oscar Enrique Valiati,produtor rural. - ?Na época de chuvas, o barro dificultava o tráfego de caminhões e havia erosão na estrada?. - Sao Miguel do Iguacu,28/08/2014 Foto - Antonio Costa
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Estrada boa facilita a vida de agricultores

O programa Caminho das Pedras, que prevê o calçamento de 1,28 mil quilômetros de estradas rurais está facilitando a vida de milhares de agricultores em todas as regiões paranaenses. “Eu vinha cobrando o calçamento há 30 anos”, revela o agricultor Alceno Mertz, de 72 anos de idade.
Produtor de grãos, Mertz vive há 44 anos na Linha Guanabara, em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, e festeja a remodelação do trecho de quase três quilômetros da estrada Guanabara – Nova Roma. A obra favorece 95 famílias. “Além do benefício direto ao escoamento da produção agrícola, contribuirá para elevar a qualidade de vida dos moradores da localidade”, diz.
Ele destaca que a nova estrada permite que as cooperativas Lar e Frimesa contratem pessoas da comunidade que agora podem chegar ao trabalho com qualquer tempo. “Apesar de querer ir trabalhar na cidade, muita gente não pode fazer isso porque o transporte não chega aqui”, avalia.
O Caminho das Pedras atende 248 municípios com investimento de R$ 238,3 milhões. Os recursos são repassados para as prefeituras, que ficam responsáveis pela execução das obras. Até o final do ano serão entregues cerca de 350 quilômetros de vias pavimentadas.
“Chova ou faça sol, as novas estradas também favorecem o transporte escolar e a locomoção da população em busca de serviços públicos na cidade”, afirma o prefeito de São Miguel do Iguaçu, Cláudio Dutra.
TERRA VALORIZADA - O agricultor Oscar Henrique Valiati, que cultiva grãos em 290,4 hectares, dos quais 85 hectares são próprios, diz que o calçamento melhorou bastante o acesso dos veículos à propriedade, que fica na Linha Nova Roma.
“Antes, na época de chuvas, o barro dificultava o tráfego de caminhões e havia erosão na estrada. A saída era esperar o tempo melhorar. Hoje, o escoamento da safra ficou melhor, além de aumentar o valor da propriedade, que calculo em 30%”, estima.
Dono da Estância Caverá, propriedade de 677,6 hectares, que fica na estrada que liga a Comunidade de Barro Branco à Vila Bendo, em Santa Terezinha de Itaipu, também no Oeste paranaense, o agricultor Arnaldo Luís Gamba concorda com a valorização dos imóveis nas localidades beneficiadas com o calçamento.
Ele estima também em 30% o aumento no valor das propriedades. “Hoje a situação é excelente em função deste calçamento, que facilita o transporte da produção, o deslocamento das famílias e a circulação de ônibus escolares”, diz o produtor de grão.
GANHO - Sérgio de Assis de Oliveira, que cultiva hortaliças na Vila Bendo, em Santa Terezinha de Itaipu, afirma que usa a estrada diariamente para entregar verduras na Ceasa e em dois mercados de Foz do Iguaçu. “O calçamento contribuirá para reduzir o custo de produção porque os gastos serão menores. Com isso, espero que sobre um pouco mais de dinheiro”, diz.
Em média, o piscicultor Volmir Luiz Davies, que, há 13 anos, arrenda 37 tanques em uma propriedade que fica na Linha Nova Roma, em São Miguel do Iguaçu, entrega 252 toneladas de tilápia por ano para a Cooperativa Copacol.
“Com chuva, a gente sofria muito, pois o peixe tem de ser retirado com qualquer tempo e, às vezes, a gente tinha de usar trator para puxar o caminhão, o que estragava ainda mais a estrada. Mas o problema foi resolvido 100%, o que significa inclusive mais ganho com a atividade”, diz.
NOVA ATIVIDADE - O prefeito de Santa Terezinha de Itaipu, Cláudio Eberhard, reforça a avaliação que o programa instituído pelo Governo do Estado, depois de muitos anos, “valoriza o interior do Paraná ao proporcionar muitas melhorias das estradas e a manutenção das famílias no interior do município”.
Eberhard vai além, ao considerar que as benfeitorias irão proporcionar oportunidades de exploração de novas atividades nas propriedades. “Com a pavimentação poliédrica, proprietários lindeiros já estão modificando a propriedade visando ao turismo rural. É uma nova atividade que será agregada tendo em vista a facilidade de acesso a esses locais”, adianta.
EMPREGO - Para o calçamento dos 3,8 quilômetros da estrada foram criados 30 empregos diretos e outros 150 indiretos. O trabalho de assentamento manual das pedras iniciado em abril deste ano só não foi concluído devido às chuvas.
O pedreiro Odair José da Silva está entre os beneficiados com empregos gerados pela obra. Ele revela que assenta cerca de 80 metros de pedra por dia, o que lhe rende R$ 150,00 diários. “Além de melhorar a estrada, o calçamento oferece empregos, o que é muito bom, pois dá para tirar uma boa renda que nos ajuda a sobreviver muito bem”, acrescenta.

(Box 1)
Patrulhas do Campo recuperam
3 mil quilômetros de estradas
A melhoria das condições das estradas rurais paranaenses faz parte do Programa Estradas da Integração, instituído em 2012. A execução é feita pelas secretarias de Estado da Infraestrutura e Logística e da Agricultura e do Abastecimento.
O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, diz que o objetivo é contribuir para que produtores rurais tenham transporte seguro de insumos e safras agrícolas e também para que as comunidades rurais possam ter suas necessidades básicas atendidas, especialmente no que se refere à saúde, transporte escolar, lazer e abastecimento.
O Programa Estradas da Integração ainda envolve o trabalho de adequação e melhorias de estradas rurais do Paraná, por meio da Patrulha do Campo, realizado pelo Governo do Estado em parceria com consórcios municipais.
Até o último mês de agosto, a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), que coordena o projeto, computava mais de 200 municípios integrados em 20 consórcios que receberam as primeiras 30 patrulhas, compostas por escavadeira, trator de esteira, rolo compactador, motoniveladora, pá carregadeira, caminhão comboio com operador, carreta para transporte de maquinário, uma caminhonete e cinco caminhões basculantes.
Foram adequados cerca de 3.000 quilômetros de estradas, beneficiando mais de 350 mil pessoas, entre agricultores, alunos e moradores da área rural. Também foram capacidades 1.140 técnicos e operadores de máquinas para a execução do serviço.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br
Oscar Enrique Valiati,produtor rural. - ?Na época de chuvas, o barro dificultava o tráfego de caminhões e havia erosão na estrada?. - Sao Miguel do Iguacu,28/08/2014 Foto - Antonio Costa
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