Orientação é da Secretaria da Saúde do Paraná. Até o momento não existem evidências científicas que comprovem a presença do coronavírus no leite de mulheres que contraíram a infecção.
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Aleitamento materno deve ser estimulado mesmo na pandemia

A Secretaria da Saúde do Paraná reforça que o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda deve ser mantido e estimulado mesmo durante a pandemia de Covid-19. Até o momento não existem evidências científicas que comprovem a presença do coronavírus no leite materno de mulheres que contraíram a infecção.

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que acontece de 01 a 08 de agosto, e na Campanha Agosto Dourado, que seguirá durante todo o mês,  a Secretaria da Saúde promoverá cinco palestras, transmitidas ao vivo feitas por meio das redes sociais,  direcionadas a profissionais que atuam na área e também às mães.

“As mães devem estar atentas aos cuidados relacionados à possibilidade de contágio dos bebês por meio das secreções”, destaca a Nota Orientativa da Secretaria da Saúde (09/2020), publicada no início da pandemia, com indicações sobre a linha de cuidado materno infantil durante o período de emergência. “Deverão ser mantidas as práticas de higienização das mãos antes e após tocar no bebê, uso máscara facial e, no caso de extração do leite, de limpeza rigorosa do equipamento”.

O secretário Beto Preto afirma que a pandemia muda o formato das ações, mas não o foco do trabalho que é o de promover a saúde materno-infantil. A Secretaria mantém as atividades de assistência às gestantes, puérperas e mães em período de amamentação, com serviços feitos em ambiente seguro, de acordo com os protocolos estabelecidos”, afirma Beto Preto.

“No caso de a mãe não se sentir à vontade para amamentar, devido a suspeita da doença, poderá extrair o leite manualmente ou com o uso de bomba de extração láctea e outra pessoa saudável e sem sintomas ofertar o leite ao bebê em um copinho ou colher, tudo devidamente higienizado”,  informa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti David Lopes.

Ela destaca que os benefícios da amamentação, tanto para as crianças como para as mulheres, superam os riscos potenciais de transmissão da doença. “O leite materno tem inúmeros fatores imunológicos que protegem a criança contra infecções. Porém, as mães devem estar atentas aos sintomas da Covid-19 e, no caso de algum indicativo, buscar um médico”, disse a diretora.

ALIMENTO COMPLETO – O leite materno é um alimento completo, melhor fonte de nutrição infantil, sendo capaz de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias. Além disso, reduz o risco de a criança desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes, sobrepeso e obesidade na vida adulta.  O Ministério da Saúde recomenda que as crianças sejam amamentadas até os dois anos ou mais e, de forma exclusiva, até o sexto mês de vida. 

“O leite humano é superior a qualquer tipo de fórmula. Para cada litro de leite oferecido para as crianças prematuras é possível diminuir dois dias de permanência na UTI neo-natal e a alta hospitalar é mais precoce, pois as crianças ganham peso mais rápido e ficam mais resistentes”, afirma a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria, Jéssica Dinardi. “A amamentação também é importante para a saúde da mulher, ajudando a reduzir o risco de câncer de mama e de ovários”.

PROGRAMAÇÃO – As cinco “lives” programadas para a Semana Mundial do Aleitamento Materno acontecerão das 9h30 às 11h30, pelo canal do youtube, entre 3 a 31 de agosto.

No dia 03, abordará o tema benefícios do aleitamento materno para a criança, a mulher, a sociedade e o planeta; no dia 10, o início da lactação e a importância da doação de leite humano; dia 17 será sobre aleitamento materno em situações especiais; dia 24 estratégias para promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e no dia 31, guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos.



Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
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Orientação é da Secretaria da Saúde do Paraná. Até o momento não existem evidências científicas que comprovem a presença do coronavírus no leite de mulheres que contraíram a infecção.
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