Com sede própria, escola de Campo Mourão terá mais alunos.
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Com sede própria, escola de Campo Mourão terá mais alunos

Apesar de ter passado por duas escolas diferentes, a estudante Cássia Bueno dos Santos, de 16 anos, sempre estudou no mesmo local. A troca da Escola Municipal Professor Ethanil Bento de Assis, onde cursou os anos iniciais do Ensino Fundamental, para o Colégio Estadual Novo Horizonte aconteceu apenas nos registros escolares.

A estrutura onde Cássia traçou as primeiras frases e aprendeu a calcular não acompanhou sua própria aprendizagem, e quando ela e os colegas chegaram ao Ensino Médio e precisaram de um laboratório para fazer as experiências de química e física, tiveram que se contentar com as mesas da cantina. “O professor levava os materiais para lá e a gente fazia a prática no espaço que dava, com os materiais que conseguia”, conta.

Mas a atual presidente do grêmio estudantil do colégio, localizado em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, já enxerga um “novo horizonte” para a escola que a acompanha desde sempre. No ano que vem, ela completa o Ensino Médio em uma sede nova, que está sendo construída pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar).

Com muito mais espaço para comportar os laboratórios e 14 salas de aula, as experiências científicas não precisarão mais ser feitas em locais improvisados. “Nós temos professores ótimos e muito dedicados, mas a falta de espaço é um problema, temos várias necessidades que não podem ser atendidas”, afirma. “Além disso, temos que pensar na convivência com os alunos menores. É algo que prezamos muito, nos sentimos responsáveis por eles e temos que zelar para que o convívio seja bom entre todos”, conta Cássia.

MAIS ALUNOS – Desde 1999, quando foi fundado, o Colégio Novo Horizonte funciona em dualidade com a escola municipal. Além de não dar conta das necessidades dos estudantes, a divisão das duas instituições em uma mesma estrutura também não acompanhou o crescimento da região onde está instalado. Alunos que moram no Jardim Santa Cruz e em outros sete bairros próximos precisam se deslocar para escolas mais distantes, já que a capacidade de atendimento é limitada.

Com a nova sede, que estará pronta para o ano letivo de 2021, o número de estudantes vai mais do que triplicar, passando de 270 alunos matriculados atualmente para cerca de 900 a partir do ano que vem. “Hoje atendemos apenas em dois turnos, o Ensino Fundamental no período da manhã e o Ensino Médio à noite. Temos uma fila de espera para todas as séries, que não conseguimos atender por falta de espaço”, explica a diretora Sandra Regina Alves. 

“Os alunos que não conseguem vaga precisam ir para outras escolas, e a mais próxima fica a mais ou menos seis quilômetros daqui. É complicado, porque demanda transporte escolar e os estudantes precisam acordar muito cedo para ir para a aula”, diz Sandra. “A ideia, com a nova estrutura, é também colocar projetos diferenciados para os alunos, que não são desenvolvidos hoje porque não temos espaço físico suficiente. A intenção é funcionar nos três turnos, até porque a maioria dos alunos do Ensino Médio já trabalha e precisa estudar à noite”, afirma.

QUALIDADE – O mais importante é a melhoria na qualidade do ensino que a nova estrutura vai proporcionar, avalia o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder. “Com uma estrutura própria e mais moderna, o foco é no aprendizado. Alunos e professores não precisam mais se preocupar se vai faltar espaço, se aquele local é adequado para as atividades, e podem se concentrar no que estão aprendendo e ensinando”.

“A qualidade no ensino é o ponto mais importante, porque além de mais espaço físico, poderemos oferecer os ambientes necessários para garantir uma educação de qualidade, com laboratórios e uma biblioteca bem equipados”, afirma Ivete Keiko Sakuno Carlos, chefe do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão. “A concretização dessa obra era muito esperada. Com este espaço e a instalação dos laboratórios para as aulas práticas, o nível de aprendizagem e o aproveitamento dos alunos serão muito superiores”, ressalta.

O diretor-presidente da Fundepar, Alessandro Oliveira, lembra que os projetos das novas escolas são concebidos com propostas mais avançadas, que leva em conta a acessibilidade e tecnologia, por exemplo. “Os alunos ganham muito mais qualidade de ensino, porque as edificações são projetadas com um padrão mais moderno, com salas de aulas mais amplas, espaços voltados para projetos multimídia e com acessibilidade em todos os ambientes”, destaca. “São questões que não eram pensadas há 20 ou 30 anos, quando essas unidades eram construídas”, diz.

OBRA – A nova sede do Novo Horizonte divide o muro com a atual e está sendo construída em um terreno doado pela prefeitura de Campo Mourão. A obra iniciou em junho do ano passado e está prevista para ser concluída no final de agosto. O Governo do Estado investe R$ 5,5 milhões na construção da escola. Mesmo durante a pandemia, cerca de 30 operários trabalham de segunda a sexta-feira para a execução do projeto, que está 80% pronto.

Tudo nele ganha novas proporções e uma estrutura que, até então, os alunos não tinham acesso. São mais de 3,3 mil metros quadrados de área construída, 14 salas de aula divididas em dois pavimentos, sala multiúso, sala ambiente localizada em um espaço aberto, laboratórios de informática e de física, química e matemática, biblioteca, cozinha, refeitório e um ginásio de esportes coberto, com banheiros e vestiário. Também conta com ambientes administrativos e uma casa para o zelador que tomará conta do local.

Outra preocupação da Fundepar é com a acessibilidade do colégio, para garantir a integração dos alunos com deficiência ao ambiente escolar. “É uma questão muito importante. Todos os estudantes poderão interagir em qualquer espaço da escola, que conta com áreas amplas e acessíveis e uma estrutura muito completa, para dar condições essenciais para os alunos”, explica Elder Kuhnen Machado, engenheiro que acompanha as obras do Fundepar na região.

“Eu atendo cerca de 60 escolas do Núcleo Regional de Campo Mourão e nenhuma delas tem uma estrutura como esta, com um ginásio de esportes completo, toda a obra de acessibilidade, incluindo uma plataforma elevatória no módulo de dois andares, onde funcionarão as salas de aula, que permite o acesso total dos alunos”, ressalta.

NOVOS PLANOS – Ter a escola quase pronta já inspira novos planos para ocupar o local. A diretoria planeja uma série de atividades extracurriculares, que não poderiam ser feitas pela falta de espaço. “Nós fazemos o que é possível com a estrutura que temos. Como ela será muito maior, teremos possibilidade de explorar mais alternativas para os estudantes”, destaca a diretora.

O grêmio estudantil será um grande parceiro da proposta, garante Cássia. “Faremos vários projetos bacanas que vão complementar o ensino e engrandecer a comunidade. Queremos montar grupos de estudos para os alunos com mais dificuldade, grupos de leitura e de teatro”, afirma a estudante. “O espaço cultural pode ser muito explorado na escola. Não tenho dúvida de que muitos alunos talentosos serão descobertos com nossos projetos”, diz.

Para além do que está sendo planejado, o novo prédio, que está a cada dia mais próximo de ser concluído, já é motivo de orgulho para a comunidade escolar. “Eu falo em nome de toda a equipe do Novo Horizonte, dos alunos e da comunidade: é uma sensação de realização que nem pode ser descrita. O bairro esperava há mais de dez anos por uma nova escola, que a gente vê se concretizar agora”, acrescenta Sandra.

 

BOX

Obras em escolas vão ajudar na retomada econômica pós-pandemia

Projetos de revitalização, reforma e construção de novas escolas estão no radar do Governo do Estado para contribuir com a retomada econômica no pós-pandemia. Atualmente, a Fundepar conta com obras em 136 escolas da rede estadual, um investimento de cerca R$ 88,3 milhões. Destas, nove são unidades novas, incluindo o Colégio Estadual Novo Horizonte.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressalta que as obras do Estado, em diferentes áreas, serão essenciais para induzir o desenvolvimento dos municípios. “Esses projetos de infraestrutura atendem às necessidades da população, ao mesmo tempo em que geram muitos empregos. O setor da construção civil é um dos que mais demandam mão de obra”, afirma.

Além do que está em execução, a Fundepar e a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte estão levantando os projetos que já estavam previstos, mas ainda precisam ter um encaminhamento. Também está sendo feito um levantamento das principais demandas das 2.126 unidades de ensino do Estado, para que sejam executadas nos próximos meses.

De acordo com o secretário Renato Feder, os projetos que devem ser desenvolvidos ainda neste ano inclui a ampliação das áreas voltadas para o ensino profissionalizante, com a construção de laboratórios de informática e de outras áreas nas unidades. “Vamos ampliar a capacidade de oferta de cursos nas escolas, para que os alunos saiam mais preparados para o mercado de trabalho”, afirma.

“É um caminho bem interessante, que concilia a solução de dois problemas. Inclui a retomada da economia e a geração de empregos, que estão sendo muito afetados pela pandemia, e o investimento público em educação, para melhorar a estrutura das nossas escolas”, destaca o diretor-presidente do Fundepar.
 

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