Simpósio debate redes de proteção à criança. Foto:SEJUF

Simpósio debate redes de proteção à criança

Mais de 2,8 mil pessoas de todo o Paraná acompanharam pela internet nesta quinta-feira (28) o 2º Simpósio Paranaense Intersetorial de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes: “Construindo e Fortalecendo as Redes de Proteção à Primeira Infância no Paraná”.  

O evento, promovido pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, via Escola de Gestão, foi realizado no Dia Internacional do Brincar, instituído durante a 31ª edição da Convenção Sobre os Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas).

A doutora em Tecnologia e Sociedade e Mestre em Educação, Cineiva Campoli Paulino Tono, explicou a importância de ações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no combate à violência com a participação da escola, saúde e pediatria.

A diretora de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde, Iolanda Novadeki, lembrou que o cérebro da criança é programado pela herança genética e moldado pelo ambiente por meio de experiências e relações de afeto exercidas pelos pais e cuidadores mais próximos, seja positiva ou negativamente. “A Academia Americana de Pediatria diz que brincar é o melhor remédio e recomenda aos pediatras que é preciso estimular o aprendizado lúdico em todas as consultas com crianças em boas condições de saúde na primeira infância para a formação estrutural do cérebro”, disse.

A presidente do Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Angela Mendonça, explicou  que o ato de brincar é um direito político, um resgate ao tempo de infância. “Brincar previne a criança à exposição precoce ao trabalho, garante seus direitos fundamentais, diminui a pressão consumista típica do mundo contemporâneo, reduz acidentes domésticos”, disse. Ela ressaltou que adultos também precisam brincar, mesmo que o sistema minimize o direito ao lazer e ao lúdico, tornando o trabalho a centralidade da vida.

Palestras abordaram também temas como aspectos legais de crimes na infância, direito da criança e proteção integral na primeira infância de 0 a 6 anos e o Pacto Infância Segura que promove a efetivação da rede de proteção em todo o Estado de forma integrada com os 399 municípios; a implementação de programas e projetos de formação voltados para a estimulação do desenvolvimento integral; e o fortalecimento dos vínculos familiares na primeira infância. “O programa Criança Feliz do Paraná é o foco deste evento”, explicou o delegado federal e chefe do Departamento de Justiça da Sejuf, Felipe Hayashi. 

Para o secretário Ney Leprevost, a grande adesão ao evento atesta a importância do cuidado para a prevenção da violência contra a criança e o adolescente. Participaram ainda profissionais da área e representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho Estadual de Assistência Social, Conselhos de Direitos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Defensoria Pública, Associação dos Conselheiros Tutelares e profissionais do Estado.



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