Técnicos discutem rota de circulação do vírus da febre amarela. Foto: SESA

Técnicos discutem rota do vírus da febre amarela

Conhecer e antecipar a rota de circulação do vírus da febre amarela e, com essa informação, adotar medidas preventivas de combate à doença nos estados da região Sul foi o objetivo da reunião, realizada em Curitiba, de técnicos do grupo de arboviroses do Ministério da Saúde, da Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (Sucen), das Secretarias da Saúde do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.

O encontro para planejamento de medidas de prevenção e combate à doença começou segunda-feira (22) e foi concluído nesta quinta-feira (25). “Estamos estudando a possibilidade de incorporar, em todas as secretarias, uma plataforma online para captação de informações sobre a presença do mosquito transmissor e sobre a morte de macacos infectados pelo vírus”, explicou o consultor do grupo técnico de vigilância das arboviroses do Ministério da Saúde, Alessandro Martins Romano. “Esta plataforma vai ajudar as operações de vigilância e dar mais oportunidades para a adoção de ações de combate”, disse ele.

Segundo o consultor, a Fiocruz, que é vinculada ao Ministério, já desenvolveu uma plataforma utilizada na área da saúde de biodiversidade. A experiência com esta ferramenta deverá ser remodelada para traçar previamente as rotas ecológicas do vírus da febre amarela.

“A Secretaria da Saúde do Paraná está nos proporcionando um exercício de antecipação, junto com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As metas são a convergência de ações, a prevenção da doença e a proteção da população”, afirmou Romano.

PLATAFORMA - O trabalho poderá servir de piloto para o País, disse a coordenadora da plataforma de Biodiversidade da Fiocruz, Márcia Chame. Ela afirmou que a Secretaria da Saúde do Paraná, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) já faz um trabalho considerado modelo em georreferenciamento e, com esta plataforma de dados, será possível aumentar a capacidade de previsão.

“O Paraná se antecipou em uma série de ações e queremos ampliar as medidas preventivas com apoio dos gestores municipais, orientando e vacinando os moradores”, disse Paula Linder, médica veterinária do Cievs. Para o biólogo da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Marco Antonio Almeida, a iniciativa é uma ação solidária. “É preciso que um estado ajude o outro com vigilâncias ativas e integradas para evitarmos que as pessoas adoeçam”, afirmou.

O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, também enfatiza que o trabalho de parceria é fundamental para o enfrentamento da doença. Ele destaca a importância de a população procurar as unidades de saúde para tomar a vacina contra a doença. “A vacina contra a febre amarela continua disponível em todo o Paraná. É essencial que todos busquem essa forma segura de proteção. Pode ser vacinado quem tem entre 9 meses e 59 anos de idade”.

AÇÕES - A primeira etapa do trabalho em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde do Paraná foi no mês de março, com uma ação de campo de combate à febre amarela. Equipes percorreram áreas rurais, matas e reservas ecológicas dos municípios de São José dos Pinhais, Castro, Ponta Grossa, Jaguariaíva, Tibagi, Piraí do Sul e Carambeí em uma grande operação para buscar pessoas não vacinadas e macacos contaminados. Foram realizadas entrevistas em 37 locais e 1.836 pessoas atingidas, com orientações e sensibilização para a vacinação contra a doença.

O Paraná registra 15 casos da doença confirmados, incluindo 1 morte. Além disso, 85 ocorrências seguem em investigação. Os municípios com morte de macacos (epizootias) confirmadas são Antonina, Morretes, Paranaguá, São José dos Pinhais, Castro e Jaguariaíva.

APLICATIVO - A Fiocruz mantém um aplicativo que pode ser baixado gratuitamente. Por meio do SISS-GEO (Sistema de Informação de Saúde Silvestre) o usuário pode informar imediatamente ao MS no caso de encontrar macacos mortos em qualquer região do País.



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