Rádio - Notícias

15/09/2020

Governo do Estado vai subsidiar passagem de quem for procurar emprego


O Governo do Estado vai subsidiar as passagens de ônibus de quem sair em busca de emprego depois da pandemia. A proposta do Cartão Social está prevista em lei sancionada na semana passada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e que estabelece as medidas a serem adotadas no âmbito do Sistema de Transporte Coletivo Metropolitano da Região Metropolitana de Curitiba para o enfrentamento da Covid-19. Além da criação do programa, a lei também prevê uma série de outras medidas a serem adotadas pelas empresas de transporte coletivo, incluindo um reforço na higienização dos ônibus, a disponibilidade de uma quantidade adequada de veículos para evitar aglomerações, a proibição de qualquer reajuste na tarifa enquanto durar a pandemia e a manutenção dos empregos dos colaboradores dessas empresas. O governador Ratinho Junior destacou que esse é um período de grandes dificuldades e o Estado não mede esforços para diminuir o impacto da pandemia na vida dos cidadãos paranaenses. A proposta prevê aquisição de passagens das empresas operadoras do sistema, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Comec. Estes créditos serão utilizados futuramente no programa Cartão Social, que vai custear as despesas com deslocamentos dos cidadãos que procuram por um novo posto de trabalho. O Cartão Social ainda será regulamentado, mas será destinado aos inscritos no cadastro único, a pessoas que estiverem na condição de desempregadas no sistema de dados da Agência do Trabalhador e as cadastradas nos programas da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho. Serão adquiridos aproximadamente 32 milhões de reais em passagens, que devem beneficiar cerca de 25 mil usuários por mês. O diretor-presidente da Comec, Gilson Santos, disse que cada beneficiário receberá um cartão transporte gratuito com 44 passagens, o que permite um mês de uso, considerando a ida e a volta.// SONORA GILSON SANTOS.// O projeto prevê também a obrigatoriedade das empresas operadoras em manter os empregos dos colaboradores que atuam no sistema, inclusive obrigando as empresas a aderirem programas federais e estaduais de custeio de salário. Atualmente, cerca de 6 mil motoristas, cobradores e trabalhadores da área administrativa atuam no Transporte Coletivo Metropolitano. (Repórter: Amanda Laynes)


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