Rádio - Notícias

15/09/2020

Transmissão ao vivo discute situação da criança indígena no Paraná


A situação da criança e do adolescente indígena no Paraná foi discutida nesta terça-feira em uma live promovida pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho. O objetivo foi argumentar e priorizar também a proteção e o desenvolvimento da infância indígena, no Orçamento Criança e Adolescência e a inclusão na LDO, a Lei das Diretrizes Orçamentárias. A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angela Mendonça, lembrou que somente este ano o Cedca, por meio do Fundo da Infância e Adolescência, FIA, já deliberou e repassou 2 milhões e 500 mil reais para as organizações da sociedade civil atuarem com indígenas. Outros 2 milhões e 400 mil foram destinados para auxiliar, em virtude da pandemia, crianças e adolescentes originários de comunidades indígenas, para a preservação das necessidades básicas, respeitando as características culturais das suas comunidades. Angela, que também é chefe do Departamento da Infância e Adolescente da Sejuf, diz que o Paraná sai na frente como exemplo de cidadania e inclusão, deliberando recursos para a formulação e proposição de estratégias e articulação de políticas públicas e serviços para o atendimento e para a promoção, proteção e defesa dos direitos também destas crianças e dos adolescentes. // SONORA ANGELA MENDONÇA // Também durante o isolamento social imposto pela pandemia foram destinados produtos alimentícios e itens de higiene à infância dos povos indígenas das etnias guarani, caingangue e xetá, que vivem nas aldeias já demarcadas pelo governo federal no Paraná. O coordenador técnico da Funai Paraná, Mauro Leno Silvestrin, disse que a maioria dos indígenas vivem hoje no meio urbano. Dos 26 mil existentes no Estado, 16 mil vivem em cidades e o restante nas aldeias. Curitiba possui 2.600 indígenas, sendo o local com maior concentração de índios no Paraná. Na transmissão, Silvestrin falou da cultura indígena e de como a sociedade deve respeitar a venda de artesanato e de produtos da safrinha para a sobrevivência, mesmo com a presença de crianças acompanhando pais e avós. (Repórter: Rodrigo Arend)


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