Rádio - Notícias

01/06/2020

Presos do Paraná cursam ensino superior à distância


Uma parceria entre o Departamento Penitenciário do Paraná, Depen, o Conselho Nacional de Justiça, CNJ, e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento permitiu que 15 alunos privados de liberdade iniciassem cursos de graduação na modalidade ensino à distância, com bolsas facilitadas pelo programa Justiça Presente. O objetivo é fomentar o acesso dos presos ao estudo e ao mercado de trabalho. Os cursos são tecnólogos e têm duração de dois anos. Para estudar, os presos contam com a estrutura dos telecentros das unidades prisionais. Para participarem do projeto, o setor de pedagogia selecionou cinco detentos da Casa de Custódia de Curitiba, cinco do Complexo Médico Penal outras cinco presas da Penitenciária Feminina do Paraná. Para o diretor do Depen, Francisco Alberto Caricati, a educação é fator transformador da sociedade e a ampliação da oferta de Ensino Superior é essencial para a profissionalização do privado de liberdade, já que possibilita a redução da reincidência e da exclusão social. Além de interesse, a seleção se baseou no nível de escolarização, tempo de pena restante a ser cumprido e ter a documentação necessária. Com isso, os alunos puderam escolher entre Empreendedorismo, Logística, Processos Gerenciais, Serviços Jurídicos, Cartorários e Notariais. Outra unidade participante é a Casa de Custódia de Curitiba. Durante a pandemia, para que estes alunos são sejam prejudicados, o Setor de Pedagogia, em conjunto com as direções das unidades prisionais, organizou um cronograma de atendimento dos alunos nos telecentros. A organização e o acompanhamento do curso dentro do Estabelecimento Prisional são realizados pela pedagoga da unidade, que também é articuladora pedagógica junto à faculdade. O profissional ainda é responsável por auxiliar os detentos em casos de dúvidas, por exemplo. (Repórter: Rodrigo Arend)


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