Rádio - Notícias


31/03/2020
Governo do Estado apoia a produção e promove ações para garantir o abastecimento

O Governo do Estado adotou linhas estratégicas para garantir o abastecimento de alimentos durante o período de isolamento por causa da pandemia do coronavírus. Entre elas, o apoio ao setor produtivo para resolver possíveis entraves logísticos e o planejamento de ações práticas para o suprimento das famílias em situação de vulnerabilidade social. Com previsão de colher uma das maiores safras da história, todos os níveis de produção estão operando no Paraná, desde a colheita até o escoamento, passando também pelas agroindústrias e pela distribuição dos alimentos. De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Paraná é um grande produtor de alimentos, e o setor todo trabalha para garantir o abastecimento da população.// SONORA RATINHO JUNIOR.// Na agricultura familiar, o foco está em manter a renda das famílias do campo. Nesta semana, o governador Ratinho Junior anunciou a ampliação da compra direta de alimentos de pequenos produtores que fornecem para a merenda escolar. Os produtos estão sendo distribuídos para famílias dos estudantes da rede estadual que são cadastradas no Bolsa Família ou estão em situação de vulnerabilidade social. Com a medida, mais 3 mil agricultores familiares começam a vender a produção ao Estado, passando de 22 mil para 25 mil fornecedores. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o governo trabalha em rede com os agentes do setor agropecuário, como cooperativas e agroindústrias, e monitora diariamente a situação para que o abastecimento continue funcionando.// SONORA NORBERTO ORTIGARA.// Responsáveis por 60% da produção paranaense, as cooperativas agroindustriais também optaram por priorizar o abastecimento. Com grande participação na produção de grãos e de proteína animal, e com atuação desde o plantio até o processamento dos alimentos, as cooperativas reforçaram as medidas de proteção e segurança dos trabalhadores para não interromper o trabalho. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, José Roberto Ricken, explicou que as cooperativas trabalham em sintonia com o governo e seguem as determinações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde para preservar, proteger e viabilizar o trabalho.// SONORA JOSÉ ROBERTO RICKEN.// Mesmo com um fluxo de vendas menor por causa do fechamento temporário de restaurantes e outros serviços, as cinco unidades da Ceasa no Paraná mantêm em ritmo normal a comercialização de hortigranjeiros e o atendimento aos compradores nos mercados atacadistas. São comercializados diariamente uma média 5 mil toneladas de alimentos. De acordo com a diretoria da empresa, não há risco de desabastecimento de frutas, legumes e verduras. Devido à boa oferta das regiões produtoras, os chamados Cinturões Verdes, os preços se mantêm estáveis neste período, com a chegada de produtos também de outras regiões do país, principalmente de frutas. Considerado serviço essencial, o setor supermercadista continua funcionando e mantém a comercialização neste período. A Associação Paranaense de Supermercados garante que não há riscos de desabastecimento, mas pede cautela aos consumidores para que não estoquem produtos em casa, o que pode resultar em prateleiras vazias e preços mais altos. (Repórter: Amanda Laynes)






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