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29/03/2020

Paranaenses produzem máscaras de proteção e Governo Estadual faz a distribuição


Produzida em impressoras 3D, a face shield, conhecida como máscara-escudo, já está ajudando o Paraná no enfrentamento ao coronavírus. Criada na Europa neste momento de pandemia, o equipamento não demorou para chegar ao Brasil, por conta da alta de manda por máscaras, principalmente em hospitais. Agora, a máscara impressa em 3D já está presente nos veículos da Casa Civil e Defesa Civil do Paraná. A iniciativa de produção partiu de um grupo solidário de três empresários de Curitiba, com o objetivo de apoiar unidades de saúde, e teve início na semana passada. A ação, batizada como Atitude 3D, já integra pelo menos 150 pessoas, 25 produtores ativos, uma cadeia de fornecedores e os servidores públicos estaduais. Foram mais de 10 mil reais arrecadados e 2.200 entregas em apenas sete dias. Já são mais de 10 mil novos pedidos na fila depois que os hospitais se conectaram na iniciativa. Um dos idealizadores do movimento é o empresário Felipe Aranega. Ele disse que a ideia nasceu em um bate-papo com outros dois amigos e cresceu rapidamente. // SONORA FELIPE ARANEGA // Já há iniciativas parecidas estão em andamento em outras cidades como Cascavel e Pato Branco. A máscara-escudo segue o modelo padrão internacional. Ela é formada por três peças: uma viseira transparente; um elástico de fixação; e uma “tiara”, este o componente produzido na impressora 3D, com pontos que serve de sustentação. O equipamento tem a missão principal de proteger os olhos, e serve como complemento para as máscaras comumente utilizadas pelos profissionais de saúde. O principal articulador da iniciativa no poder público é Henrique Domakoski, superintendente de Inovação da Casa Civil. Ele destacou que a ajuda do Estado permitiu acelerar o processo com apoio logístico. De acordo com ele, essa tecnologia se transformou em uma aliada global contra o coronavírus. // SONORA HENRIQUE DOMAKOSKI // A partir da rede de contatos, os idealizadores adotaram duas estratégias: de um lado, começaram uma campanha online por doações financeiras para compra dos insumos; de outro, montaram uma cadeia de produção, controle e distribuição, nos moldes de uma empresa de médio porte. O produtor conectado a essa rede ganha um rolo de material e assim que termina a produção e entrega as peças, recebe mais insumos. As peças são levadas para um galpão no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, onde outros voluntários fazem a montagem agregando as outras duas peças. Os veículos do Governo do Estado entram na etapa de distribuição entre os hospitais credenciados.  A matéria-prima é comprada em Curitiba de produtores que também adotaram essa causa e passaram a vender os insumos por preços abaixo das tabelas oficiais. A ideia da Superintendência de Inovação da Casa Civil é de expandir o projeto para mais cidades do Paraná. A partir da próxima semana, o Governo do Estado vai desenvolver um portal com todas as informações para quem quer quiser participar desse processo. A intenção é manter o apoio logístico para a entrega das máscaras nos hospitais. (Repórter: Rodrigo Arend)


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