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23/02/2020

Litoral do Paraná abriga tesouros da história, cultura e natureza


Rotas do desenvolvimento do Estado, as cidades de Morretes e Antonina já foram palco de grandes momentos históricos e culturais. Elas estão separadas por pouco mais de 15 quilômetros, e eram terras indígenas de matas e riachos praticamente intocados até a chegada dos primeiros povos portugueses e dos escravos. Com o passar dos anos, essas cidades testemunharam o ciclo do ouro de aluvião, muito anterior às minas gerais do centro do País, e foram fundamentais para receber e escoar a produção de erva-mate, de madeira e do café, sentinelas do desenvolvimento econômico do Estado. Atualmente são parte dos ciclos da soja, do milho e das carnes industrializadas – Morretes pelo trajeto do trem e Antonina pelo porto complementar à estrutura de Paranaguá. Rudi Haupt, criador do parque temático Hisgeopar (História e Geografia do Paraná), em Morretes, destaca que ir a estas duas cidades é uma verdadeira viagem no tempo.// SONORA RUDI HAUPT.// Antonina é uma cidade litorânea e portuária de pouco mais de 20 mil habitantes. Ela foi tombada em 2012 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelos valores extemporâneos à humanidade que abriga. Os principais atrativos são o centro histórico, a estação ferroviária e a Ponta da Pita, pequena faixa de praia do município. Os primeiros vestígios de ocupação na cidade são de 1648, ou seja, ela completará 372 anos em 2020, mas o município celebrará 223 anos, o aniversário de emancipação de Paranaguá. Morretes também é repleto de histórias de outra época, com casarões, museus e comércios. A cidade, de cerca de 18 mil habitantes, foi fundada pelos jesuítas em 1733 às margens da baía de Paranaguá e tem construções bem preservadas. A estação ferroviária que recebe a maioria dos turistas é de 1885, por exemplo. Rudi Haupt é marmeleirense de nascimento, mas hoje vive em Morretes e conta que o Hisgeopar ajuda a contar a história do desenvolvimento do Paraná de forma agradável e envolvente. Segundo ele, o parque tem dois anos e recebe, em média, quatro mil pessoas por mês na alta temporada em um espaço com 119 metros.// SONORA RUDI HAUPT./ Haupt disse que tinha esse projeto na mente há muito tempo e demorou três anos e meio para concluir. Ele já tinha feito em proporção menor dentro de um ônibus, mostrando o Brasil Colonial em miniatura a estudantes do Paraná e de Santa Catarina. Haupt falou sobre o que aguarda os visitantes do parque.// SONORA RUDI HAUPT.// A usina de Itaipu Binacional também é retratada em escala 1:1500. O objetivo da miniatura é mostrar o antes e o depois dessa obra, que mudou a cara e o turismo do Paraná. O passeio pelo Hisgeopar custa 25 reais, e ele abre todos os dias da semana na alta temporada. Para grupos, os preços são diferenciados. (Repórter: Wyllian Soppa)


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