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22/05/2019

Portos do Paraná lançam edital de obra que vai permitir acesso de navios maiores


O Governo do Paraná lançou o edital para a remoção de formações rochosas que são obstáculos para a navegação na entrada do Porto de Paranaguá. A obra, chamada de derrocagem, é aguardada há décadas pela comunidade portuária e vai permitir que os portos paranaenses recebam navios maiores, com capacidade de carga superior. O investimento previsto é de quase 32 milhões de reais, com recursos próprios dos Portos do Paraná. Na obra, considerada emergencial, vão ser removidos seis maciços de rochas que somam 22 mil e 300 metros cúbicos. As formações são parte de um complexo conhecido como Pedra da Palangana, que fica no canal principal de acesso ao Porto de Paranaguá, um pouco à frente do Terminal de Contêineres. O diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira, explica que essas rochas estão na área de manobra dos navios e limitam a profundidade na entrada da baia.// SONORA LUIZ FERNANDO GARCIA//O procedimento vai ser feito em várias etapas. Primeiro, um grupo de mergulhadores verifica se existem peixes ou outros animais marinhos nas rochas. Em seguida, usam um dispositivo que emite vibrações sonoras que repelem os organismos para fora da área de impacto das explosões. Para garantir o menor nível de impacto possível aos organismos presentes na área a ser derrocada, antes da primeira explosão é feito o monitoramento acústico com um dispositivo sensível às frequências sonoras emitidas por golfinhos e botos e que permite identificar se ainda há algum desses animais próximos à região de impacto. O passo seguinte é a instalação de uma cortina de bolhas que reduz o impacto da explosão e impede a reaproximação dos animais. Na sequência, uma barcaça equipada com perfuradores se posiciona em cima das rochas e, então, faz furos nas pedras que são carregados com explosivos. Após a explosão, uma draga mecânica equipada com uma concha ou escavadeira recolhe os pedaços menores das rochas e os deposita em uma barcaça com cisterna. No cais, outro guindaste pega as rochas da barcaça e carrega os caminhões que levam o material para o destino determinado pelo Ibama. Todo o procedimento vai ser acompanhado, desde a contratação até um ano após a conclusão da obra, por um monitoramento ambiental específico. De acordo com o diretor de Engenharia e Manutenção dos portos, Rogério Barzellay, o edital prevê a contratação do projeto executivo e da execução da obra.// SONORA ROGÉRIO BARZELLAY//O projeto básico desenvolvido pelos Portos do Paraná determina o uso de explosivos menores, com malha com mais furos. Além disso, as demais operações do porto não vão ser interrompidas durante o período. Outras exigências são que o responsável técnico seja um profissional com experiência nesse tipo de trabalho e que todas as licenças exigidas pelos órgãos ambientais sejam cumpridas. Finalizada a derrocagem, a empresa contratada vai fazer uma batimetria de categoria A, que mede a profundidade da área e é usada para garantir a segurança e a eficiência do tráfego de embarcações. Os resultados desta medição serão encaminhados à Marinha para validação e determinação de um novo calado, que corresponde à altura de água necessária para o navio flutuar livremente. (Repórter: Priscila Paganotto)


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