Rádio - Notícias

29/09/2017

Clima seco atrasa plantio de grãos de verão no Paraná


No Paraná, o plantio da safra de grãos 2017/18 está atrasado devido ao clima seco, que se agravou durante setembro e que estava completando quase 40 dias sem chuvas regulares. A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento está avaliando com muita cautela a estimativa de safra, que aponta para um volume de 23 milhões e 200 mil toneladas para os grãos de verão, 8% a menos que o colhido na safra anterior. O Deral, Departamento de Economia Rural, que acompanha mensalmente o desempenho da safra no Estado, acredita que vai acontecer um replantio de algumas lavouras a partir da primeira chuva que aconteceu neste final da semana. Diante desse quadro climático, o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, alerta que quem adota o plantio direto da forma correta, consegue maior proteção quando o clima enfrenta problemas. // SONORA NORBERTO ORTIGARA // Para o diretor do Deral, Francisco Simioni, as notícias de regularização do clima traz uma nova dinâmica para esta safra que só pode ser calculada com mais precisão após esse evento climático. // SONORA FRANCISCO SIMIONI // Segundo Francisco Simioni, vai acontecer uma concentração dos demais estágios de desenvolvimento das principais culturas, que pode ser prejudicial se houver novos eventos climáticos extremos daqui para frente. // SONORA FRANCISCO SIMIONI // O plantio de soja, cuja previsão é ocupar uma área de quase cinco milhões e 500 mil de hectares, 3% a mais que na temporada anterior, está atrasado. Até agora foi plantada apenas 2% da área prevista, quando no mesmo período do ano passado 14% já estava semeada. O plantio do milho da primeira safra é o mais atrasado. Começou em agosto e apenas 16% da área está semeada, contra 50% de 2016. Este ano, o milho deve ocupar uma área de 343 mil hectares, enquanto no mesmo período do ano passado ocupou área de 513 mil. Como nas demais culturas, o plantio de feijão também está atrasado. Até agora, cerca de 20% da área prevista para o feijão da primeira safra foi plantado quando, no ano passado, 41% da área já estava ocupada. (Repórter: Gustavo Vaz)


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