Rádio - Notícias

20/09/2017

Operação desmonta quadrilha de falsificação de cigarros


Uma grande quadrilha de falsificadores de cigarro foi presa nesta quarta-feira durante a Operação Sem Filtro, deflagrada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos da Polícia Civil do Paraná. A ação policial aconteceu em quatro estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Foram descobertas duas fábricas clandestinas que produziam os cigarros falsificados. Treze pessoas foram presas e três são consideradas foragidas. Em 19 mandados de busca foram apreendidos uma BMW, o ônibus usado por uma dupla sertaneja de Londrina, celulares e documentos que serão analisados, dando sequência ao trabalho policial. De acordo com as informações no Nurce, que conduziu as investigações durante um ano, o chefe da quadrilha foi denunciado pelo Ministério Público Federal em 2000 pelo crime de contrabando depois de ser preso com várias caixas de cigarros contrabandeadas do Paraguai encontradas dentro da Kombi dele. O secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, ressaltou a parceria com outros órgãos de segurança. //SONORA WAGNER MESQUITA// Toda estrutura para a fabricação era feita pela organização, desde a compra da matéria-prima, a falsificação dos papéis, a fabricação dos cigarros e o transporte do produto final. De acordo com o delegado do Nurce, Renato Figueiroa, a quadrilha era basicamente dividida em três núcleos: o da fabricação do cigarro, que ficava inicialmente na Bahia e depois se transferiu para Minas Gerais; o das gráficas, concentradas em São Paulo; e o da lavagem de dinheiro, em Londrina. O chefe do grupo era a única pessoa que tinha ciência de toda logística.//SONORA RENATO FIGUEIROA// Dez paraguaios trabalhavam de forma irregular nas fábricas clandestinas. A residência do líder do grupo, na cidade de Santana do Parnaíba, interior de São Paul, está avaliada em mais de 3 milhões de reais. Outro exemplo do poder financeiro da quadrilha foi a compra de seis terrenos em um condomínio de luxo em Londrina. Em um único dia, 17 de novembro de 2015, o líder do grupo comprou os imóveis por mais de 6 milhões de reais. O pagamento foi feito em dinheiro. A Operação Sem Filtro, que aconteceu em dez cidades de quatro estados do país, reuniu mais de 100 policiais, além de 31 fiscais da Receita Federal. (Repórter: Fernanda Nardo)


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