Rádio - Notícias

13/09/2017

Com capacitação, produção hidropônica de frutas, hortaliças e temperos ganha força no Sudoeste do Paraná


A produção de frutas, hortaliças e temperos pelos sistemas hidropônico ou semi-hidropônico está ganhando força no Sudoeste do Paraná. O Emater, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, promove a capacitação de técnicos para orientar os produtores que trabalham com esta forma de cultivo. Em parceria com a UTFPR, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a Unisep, União de Ensino do Sudoeste do Paraná, e o Senar-PR, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, 18 técnicos da Emater foram capacitados, entre o ano passado e este ano, para ajudar aos agricultores que utilizam o sistema. Eles prestam assistência técnica a cerca de 50 famílias da região. O gerente regional da Emater de Dois Vizinhos, Valdir Koch, explica que a assistência inclui desde a aquisição de materiais para montar as estruturas, até informações sobre o mercado consumidor.// SONORA VALDIR KOCH.// Formado em agronomia, o produtor rural Anderson Santin, de Dois Vizinhos, iniciou o plantio semi-hidropônico de morango há três anos, de tomate há dois e agora inicia os testes para a plantação de uva pelo sistema. Para ele, o aumento na quantidade de plantas cultivadas por metro quadrado é a principal vantagem.// SONORA ANDERSON SANTIN.// No sistema hidropônico, as plantas ficam suspensas em canos de PVC e recebem uma mistura de água com nutrientes, que oferece todas as condições para que elas se desenvolvam. Entre as espécies mais cultivadas estão alface e outras folhosas e temperos, como o cheiro-verde. O produtor destaca a importância das orientações da Emater.// SONORA ANDERSON SANTIN.// Na semi-hidroponia, utilizada principalmente no cultivo de morangos e tomates, o plantio é em local protegido, como estufas e bancadas, e há utilização de substratos. Segundo a Emater, o cultivo protegido e controlado também evita a perda de safra por eventos climáticos, como secas e geadas, diminui a incidência de pragas e a aplicação de agrotóxicos. Outra vantagem é a perspectiva de manter os jovens trabalhando no campo. (Repórter: Leo Gomes)


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