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18/05/2017

Empresa especialista em mercado prevê crescimento de 9% do consumo no Paraná neste ano


O consumo de bens e serviços no Paraná deve somar 268 bilhões e 800 milhões de reais neste ano, o que significa um aumento de 9 por cento sobre o valor de 2016. Desse total, 65 por cento vão ser gastos em cidades do Interior do Estado. Os dados são do estudo IPC Maps, realizado pela IPC Marketing Editora, empresa paulista especializada em informações de mercado. O cálculo toma como base dados coletados junto ao IBGE e indicadores dos Estados. O aumento previsto para este ano se dá após dois anos de retração. A estimativa para este ano já leva em consideração o atual cenário de retração econômica do País. Mesmo assim, a previsão é que o consumo no Paraná cresça mais que a média brasileira. Se descontada a estimativa de uma inflação medida pelo IPCA, o crescimento real, no Brasil, vai ser de 0,42 por cento. No Paraná, esse avanço, nessa proporção, vai ser de 0,90 por cento. O Paraná tem o quinto maior potencial de consumo do País, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa ocupam as primeiras cinco posições no ranking de consumo no Estado. De acordo com o coordenador do estudo IPC Maps, Marcos Pazzini, o Paraná tem uma base agrícola e industrial forte, o que faz com que o impacto da crise seja um pouco menor no Estado. //SONORA MARCOS PAZZINI.// O Paraná tem três cidades na lista dos 50 municípios com maior potencial de consumo do País. São elas Curitiba, Londrina e Maringá. O cálculo do IPC Maps, com base em dados do IBGE e indicadores dos estados, inclui uma série de categorias de gastos, como com alimentação dentro e fora do domicílio, manutenção do lar, medicamentos e planos de saúde, educação, recreação, transporte e viagens e outras despesas, como aquisições, despesas com alugueis e imóveis. Considera, ainda, as compras de vestuário, calçados, itens de higiene e cuidados pessoais, artigos de limpeza, eletrodoméstico. Para Marcos Pazzini, o crescimento real do consumo previsto para este ano marca uma virada no comportamento dos brasileiros, depois de dois anos de retração do potencial de compra. //SONORA MARCOS PAZZINI.// Dos gastos das famílias paranaenses previstos para este ano, as maiores parcelas são destinadas à manutenção do lar, alugueis, condomínio, energia, telefonia e televisão por assinatura. Em segundo lugar vêm despesas como aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, empregados domésticos, cabeleireiros e lavanderias. Alimentação no domicílio fica em terceiro lugar e material de construção em quarto. Na sequência vêm gastos com veículo próprio, alimentação fora do domicílio, gastos com medicamentos e vestuário, respectivamente. (Repórter: Léo Coelho)


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