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06/09/2016

Paraná aposta em frutas e leite para diversificar produção rural


O Paraná aposta na consolidação da diversificação da produção na pequena e média propriedade. Como resultado desse trabalho, que envolve pesquisa agronômica, assistência técnica no campo, capacitação de técnicos e produtores, parceria pública e privada e coordenação de políticas públicas, a fruticultura e produção de leite se destacam em um cenário predominantemente de grãos e despontam como setores importantes na geração de renda nas propriedades rurais. A produção de frutas no Estado proporciona um volume de um milhão e 700 mil toneladas por ano e movimenta um bilhão e 400 milhões de reais em faturamento bruto pago diretamente aos produtores. A laranja é a principal fruta cultivada no Paraná. A produção de laranja é concentrada na região Noroeste. Segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Deral, Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura do Paraná, a fruticultura é uma atividade essencial para diversos municípios do estado porque exerce influência direta na economia local.// SONORA PAULO ANDRADE.// De acordo com Paulo Andrade, o parque industrial e os pomares estão com estrutura consolidada. Porém o setor enfrenta as adversidades do mercado externo, como qualquer outra comoditie. Por causa disso, a laranja também sofreu os revezes do mercado internacional, em que o preço do suco caiu muito. Paulo Andrade explicou que o Paraná tem produtividade elevada, que é um diferencial em relação aos demais estados.// SONORA PAULO ANDRADE.// O leite também ganha espaço no estado. O Paraná obteve 4 bilhões e 700 milhões de litros no ano passado e quase encostou no Rio Grande do Sul, segundo estado que mais produz leite no País. O primeiro produtor é Minas Gerais. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e as empresas vinculadas Emater e Iapar concentram esforços no desenvolvimento de programas de fomento, como Leite Sudoeste, Leite Arenito e no Norte Pioneiro, para formação de polos de produção nessas regiões. Segundo Fábio Mezadri, médico veterinário do Deral, a região Sudoeste se destaca como a maior bacia leiteira no Estado em volume de produção, graças às políticas públicas executadas nos últimos cinco anos. Fábio explica que a atividade é, principalmente, executada por pequenos produtores// SONORA FÁBIO MEZADRI.// Neste ano, a atividade leiteira proporcionou uma elevação de 44% no preço recebido pelo produtor, mas essa reação foi acompanhada na mesma proporção pelo custo de produção, que em algumas propriedades subiu até 50%. De acordo com o Deral, a tendência daqui para frente é que os preços de produção baixem, porque os fatores que influenciaram na alta do produto estão mais amenos. O câmbio se acomodou e o clima começa a favorecer o desenvolvimento das pastagens de verão. A tendência é fortalecer ainda mais a cadeia produtiva do leite. O Paraná é um dos integrantes da Aliança Láctea, formada há dois anos com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os três estados têm características semelhantes de produção e buscam a formação de um polo diferenciado de leite no Brasil, com volume e qualidade, visando a exportação. (Repórter: Amanda Laynes)


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