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01/02/2016

Governador Beto Richa destaca papel dos estados na retomada do desenvolvimento, em encontro em Brasília


O governador Beto Richa afirmou nesta segunda-feira, em Brasília, que os estados podem cumprir papel fundamental na retomada do crescimento do Brasil, desde que a União revise as dívidas estaduais a partir do novo indexador e autorize as operações de crédito que precisam de autorização do governo federal. Beto Richa participou de encontro com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e governadores. O encontro com o ministro foi articulado pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, com o objetivo de debater formas de melhorar o ambiente econômico do Brasil e a situação financeira dos estados. Richa destacou o fortalecimento dos estados como forma de retomada do desenvolvimento. // SONORA BETO RICHA // A pauta da reunião também contou com assuntos como a criação de um fundo garantidor federal para a Parceria Público Privada, uso dos recursos de compensação previdenciária a que os estados têm direito para abater dívidas com a União, ampliação do prazo de pagamento de precatórios de cinco para dez anos e aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que permite o uso de 40% dos depósitos judiciais para pagar os precatórios. O governador afirmou ainda que a proposta de retorno da CMPF também foi discutida no encontro. // SONORA BETO RICHA // Beto Richa também buscou a liberação de empréstimos ao Estado já negociados junto ao BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Isso porque, em agosto do ano passado, a Secretaria do Tesouro Nacional suspendeu o aval a empréstimos internacionais, contratador por estados e municípios. A decisão contrariou uma promessa do próprio governo federal. Beto Richa destacou que vai continuar a busca pelos valores. // SONORA BETO RICHA // Outro assunto destacado durante o encontro por Richa foi a renegociação da dívida do Paraná com a União. Em 1999, o Estado contraiu uma dívida inicial de 5 bilhões e 600 milhões com o governo federal. Em 16 anos, o Paraná já pagou mais que o dobro do valor, totalizando 13 bilhões e 500 milhões, e ainda continua devendo 9 bilhões e 800 milhões. O valor mensal atualmente desembolsado pelo Estado para amortização da dívida é de 95 milhões, até março de 2028 pelo contrato. De acordo com o governador, a mudança do indexador de juros já foi debatida exaustivamente junto ao governo federal, e não há mais motivos para que o modelo seja adotado. (Repórter: Rodrigo Arend)


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