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28/12/2015

Paraná bate recorde de transplantes em 2015


O número de transplantes realizados no Paraná em 2015 foi o maior dos últimos 20 anos. Foram 495 órgãos transplantados no Estado até novembro, o maior volume desde a criação da Central Estadual de Transplantes, em 1995. O aumento chega a quase 80%, se comparado ao mesmo período de 2011, em que foram feitos 279 procedimentos, que incluem transplantes de coração, fígado, pâncreas e rim. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, números como esses mostram que o Paraná está na direção certa para reduzir ainda mais a fila de espera por um órgão. O secretário ainda ressaltou que o governo do estado investiu na parte gerencial para agilizar e qualificar os procedimentos.// SONORA MICHELE CAPUTO NETO.// Ainda segundo o secretário, cerca de dois mil paranaenses aguardam pela doação. Os transplantes de coração passaram de 17, no período de janeiro a novembro de 2011, para 35 em 2015. Os de fígado passaram de 63 para 124, e o de rins de 176 para 316. Em julho, Vanessa Meneguiti, de 27 anos, passou por um transplante conjugado de rim e fígado, ao mesmo tempo. Ela é de Iguaraçu, município na Região Metropolitana de Maringá, e recebeu órgãos vindos de Ponta Grossa. Vanessa conta que já estava há dois anos na fila quando foi parar na UTI em estado crítico.// SONORA VANESSA MENEGUITI.// Neste ano, até o mês de novembro, foram registradas no Paraná 720 mortes encefálicas, mas apenas 270 famílias autorizaram as doações. Entre a parada cardiorrespiratória ou alguma outra condição clínica que impeça a doação, o motivo mais frequente para que não seja autorizada a doação é a recusa da família. Segundo a diretora da Central Estadual de Transplantes, Arlene Badock, muitas famílias recusam a doação por não compreenderem ou não acreditarem na morte encefálica.// SONORA ARLENE BADOCK.// A morte encefálica é a interrupção irreversível das atividades cerebrais. Esse tipo de morte geralmente é causada por traumatismo craniano, tumor ou derrame e não há dúvidas no diagnóstico. Qualquer pessoa pode ser um potencial doador. Rins, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida. Mas, em geral, a doação ocorre após a morte com a autorização familiar. Arlene Badock explica que para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar à família esse desejo.// SONORA ARLENE BADOCK.// A lista de espera por um transplante de órgãos no Paraná tem dois mil e 78 cadastrados. São 48 pessoas aguardando um coração, 90 precisam de fígado, mil e 498 aguardam rins, 15 precisam de transplante de pâncreas, 396 aguardam córneas e 31 estão à espera de transplantes conjugados de rim e pâncreas. (Repórter: Amanda Laynes)


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