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Rádio - Noticias

20/09/2012

Governo enviará à Assembleia novo plano de carreira dos agentes universitários


O Governo do Paraná anunciou nesta quinta-feira que vai encaminhar à Assembleia Legislativa, até o dia 19 do mês que vem, o projeto de lei que implementa o novo plano de carreira dos agentes universitários. A proposta foi apresentada no mesmo dia em que o Tribunal de Justiça considerou abusiva a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades estaduais. A proposta do novo plano de carreira foi detalhada pelos secretários da Casa Civil, Luiz Eduardo Sebastiani, e da Administração e Previdência, Jorge de Bem, durante reunião com reitores e com o presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público, Aldo Nelson Bona. Com isso, o governo atende as principais reivindicações dos servidores das universidades. Entre os pontos apresentados estão a preservação da situação funcional de cada servidor e a fixação por cargos nas universidades e hospitais universitários e não mais por classes. Além disso, a exigência de sete anos para a primeira promoção não será aplicada aos servidores que atualmente se encontram em estágio probatório. No mês de agosto, o governo já tinha apresentado uma tabela que prevê reajustes de, em média, 35% para os técnicos de nível fundamental, 20% para os de ensino médio e 6% para os cargos de nível superior. O secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Sebastiani, afirmou que a proposta reforça a posição de respeito do governo aos agentes universitários do Paraná. // SONORA LUIZ EDUARDO SEBASTIANI // O reitor da Unicentro, Aldo Nelson Bonas, disse que a reunião confirma o avanço nas negociações com o governo. O desembargador Paulo Hapner, do Tribunal de Justiça do Paraná, acatou nesta quinta-feira pedido de liminar em ação civil pública proposta pelo Estado e determinou o retorno de 60% da categoria ao trabalho e o livre acesso de todos os servidores e estudantes às universidades. Ele definiu multa diária para o sindicato que descumprir a determinação. Na liminar o desembargador afirma que a paralisação tem acarretado gravíssimo prejuízo para toda a sociedade paranaense, principalmente afetando o funcionamento dos hospitais universitários. Ele também considerou que o governo tem mantido os canais de diálogos abertos para atender as reivindicações da classe. Das sete instituições estaduais, aderiram à paralisação os servidores das universidades estaduais de Londrina, Ponta Grossa, Maringá e do Oeste. As universidades estaduais possuem cerca de 8 mil e 500 servidores técnico-administrativos com curso superior, médio e fundamental. (Repórter: Jurandir Ambonatti)


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