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Rádio - Noticias

10/08/2012

Instituições do Paraná são contra venda livre de medicamentos


A Secretaria de Estado da Saúde e as instituições da área farmacêutica no Estado são contra a venda livre de medicamentos em farmácias e drogarias do Paraná. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, durante reunião com diversas instituições é órgãos do Governo, que se manifestaram contra decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, de liberar a venda de remédios. Ao final da reunião, as instituições presentes formalizaram um documento conjunto expondo o posicionamento do Estado. A carta será encaminhada à Anvisa e foi assinada por representantes do Conselho Regional de Farmácia, Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, Sindicato dos Farmacêuticos do Paraná, Associação Paranaense de Farmacêuticos e Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. O Conselho Regional de Enfermagem e a Promotoria de Defesa do Consumidor também participaram da elaboração do documento. De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Costa Santana, ofertar os medicamentos nas prateleiras incentiva o consumo por impulso.// SONORA PAULO COSTA SANTANA// O movimento nacional contra a normativa da Anvisa também conta com o apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Os conselhos federais de Farmácia e de Medicina, por exemplo, vão entrar na justiça para derrubar a resolução. Paulo Costa Santa enfatizou que a secretaria Estadual de Saúde, irá manter o posicionamento de não vender medicamentos nas prateleiras das farmácias.// SONORA PAULO COSTA SANTANA// Com a medida do movimento do Paraná, até mesmo os medicamentos isentos de prescrição médica, como analgésicos, antitérmicos, devem ficar fora do alcance do consumidor. A comercialização só pode ser feita a partir de orientação de um profissional farmacêutico. A posição do Paraná está baseada em uma resolução estadual de 1996 e contraria a normativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que libera a venda dos medicamentos em locais de autoatendimento, como gôndolas e prateleiras. No Brasil, os remédios são a segunda maior causa de intoxicação externa, só perdendo para os agrotóxicos. ( Repórter: Juliane Silva)