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12/07/2012

Governo do Estado conclui plano de ação em caso de desastres naturais no Litoral


A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná apresentou nesta quinta-feira um plano para mobilização da estrutura do Estado em caso de desastres naturais no Litoral. O documento contém o mapeamento das áreas de risco, informa os procedimentos que deverão ser adotados pelos 29 órgãos envolvidos no atendimento de emergências e lista os recursos humanos e materiais disponíveis para situações do gênero. O objetivo é garantir um atendimento ágil e capaz de minimizar prejuízos e o sofrimento da população. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, o Plano de Preparação para Atendimento a Desastres no Litoral começou a ser elaborado em junho do ano passado, após as fortes chuvas que atingiram o Litoral, deixando milhares de desabrigados.// SONORA JOSÉ RICHA FILHO.// O governo estadual dividiu o plano desenvolvido pela Defesa Civil em quatro etapas de estudo, sendo elas a caracterização do cenário, a sistemática operacional, o caderno de atividades primárias e os recursos humanos e materiais. A intenção do documento é oferecer informações para aperfeiçoar a logística de atendimento à população atingida. Segundo o chefe da Coordenação da Defesa Civil, tenente-coronel Edmilson Barros, o plano não é estático e sempre deverá ser atualizado, com informações de todas as famílias locais.// SONORA EDMILSON BARROS.// O trabalho, na prática, começa com o Simepar, que emitirá um alerta para a Defesa Civil sempre que houver previsão de chuva forte na região. A Defesa Civil então vai comunicar as prefeituras e secretarias de Estado e convocará os integrantes do grupo de avaliação emergencial de risco para uma reunião. Esse grupo será formado por técnicos do Simepar, Águas Paraná, Mineropar e Defesa Civil e terá a missão de avaliar a necessidade de desocupar as residências em áreas de risco, além de coordenar a parte logística da operação. O plano prevê que o grupo terá duas horas para mobilizar os recursos humanos e materiais disponíveis, que deverão estar na região afetada em até quatro horas. O Simepar deve ampliar as redes de monitoramento do Litoral. Serão mais 15 estações meteorológicas, além das 14 hoje existentes na região. O governo estadual definiu 28 atividades primárias para o atendimento da infraestrutura viária e da população litorânea em situações de emergência. São serviços como o abastecimento emergencial de água potável, apoio policial nas áreas atingidas e desocupadas, manejo de mortos e proteção de animais. O governo também cadastrou os abrigos com melhor infraestrutura para eventualmente atender as vítimas das enchentes. Romero da Silva Filho, chefe do setor operacional da Defesa Civil e um dos coordenadores do plano, explicou que, caso ocorra um desastre natural, esse cadastro irá informar quem tem condições de ajudar.// SONORA ROMERO DA SILVA FILHO.// Para confeccionar o documento, a Defesa Civil e a Mineropar realizaram um levantamento baseado em geoprocessamento das áreas que apresentam risco de deslizamentos e enchentes. Foram identificados 116 pontos vulneráveis. O mapeamento foi feito com fichas, analisando três situações: os deslizamentos de encostas, os alagamentos provocados pela dificuldade de escoar a água e as inundações causadas pela elevação do nível de rios. (Repórter: Amanda Laynes)