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03/05/2012
Paraná quer reduzir mortalidade infantil com ação especializada
O Governo do Paraná quer reduzir para um dígito a taxa de mortalidade infantil no Estado nos próximos anos. A meta inicia com a criação da Rede Mãe Paranaense de atenção à gestante e recém nascidos. Atualmente, o índice de mortalidade infantil é de 12,12 para cada mil nascidos vivos no Paraná. O programa também vai atuar na prevenção para redução da taxa de mortalidade materna, que chega a aproximadamente 63 mortes para cada cem mil partos, segundo dados de 2010. Para alcançar os objetivos, o Governo do Estado vai investir em capacitações, equipamentos, infraestrutura e pessoal, em parceria com os municípios. Durante o lançamento do Mãe Paranaense, na última quarta-feira, em Curitiba, o governador Beto Richa reforçou a meta de reduzir a mortalidade materno-infantil em todo o estado.// SONORA BETO RICHA // De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, o governo estadual vai investir 90 milhões de reais neste ano na rede especializada. Do total de recursos, 30 milhões serão aplicados na construção, reforma, ampliação e equipamentos para as Unidades Básicas de Saúde. Outros 30 milhões serão repassados para prefeituras para custeio de equipes de saúde e 12 milhões para à compra de equipamentos. Ele afirmou que o programa tem várias metas para a redução das mortalidades.// SONORA MICHELE CAPUTO NETO // A Rede Mãe Paranaense propõe à organização da atenção materno-infantil em todas as regiões do estado. O programa possui uma série de ações como o contato precoce com a gestante; o acompanhamento no pré-natal, com no mínimo sete consultas; a realização de 17 exames para classificação de risco das gestantes e das crianças, entre outros. A implantação está organizada por etapas. Atenção Primária, com o trabalho de capacitação das equipes para o pré-natal; Secundária, onde entram os ambulatórios especializados para a realização do pré-natal de risco, e Terciária, que dará referência hospitalar para a realização do parto de modo seguro e solidário, de acordo com o grau de risco da gestante. Quanto a qualificação, o governo estadual iniciou nesta quarta-feira a capacitação dos profissionais de saúde e gestores municipais que vão atuar na rede Mãe Paranaense. Aproximadamente mil e setecentos profissionais participam, em Curitiba, de cinco cursos oferecidos pela Secretaria da Saúde em parceria com a Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná, Associação Brasileira de Enfermagem e Sociedade Paranaense de Pediatria. (Repórter: Maria Eduarda Buchi)







